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22 de abril de 2012
21 de abril de 2012
20 de abril de 2012
19 de abril de 2012
A Glândula Pineal e a Mediunidade - Parte I
Um vídeo interessante e com abordagem científica sobre a mediunidade.
16 de abril de 2012
Orientação aos médiuns de Umbanda
Os preceitos de Umbanda proíbem aos médiuns evocar espíritos, fora dos atos religiosos, para fins de curiosidade, bem como, pune os que se aproveitam da mediunidade para usufruir vantagens com consultórios clandestinos.
Os médiuns prevaricadores são expulsos do culto e as entidades que os assistiam se afastam deixando-os a mercê das contingências e dos riscos das responsabilidades pessoais.
O médium do culto de Umbanda sabe respeitar a liturgia, seguir o ritual e obedecer dentro da hierarquia as ordens superiores.
O verdadeiro médium do culto umbandista jamais se vangloria dos sucessos obtidos pelos guias através de sua mediunidade.
Qualquer elogio que lhe seja feito, é encarado com reserva. Não se deixa dominar pelos louvores para ser arrastado pelo caminho nefasto da vaidade.
Evita manter relações íntimas ou sociais com os beneficiados a fim de não ser colhido pela malha traiçoeira da prevaricação.
É expansivo com seu amigos, alegre com todos, porém, reservadíssimo para com àqueles que o procuram na base da caridade espiritual.
O hábito de receber presentes é uma porta aberta a corrupção.
A vida privada de um médium umbandista, de abstinência e de renúncia, precisa estar em perfeito equilíbrio com a missão que lhe é dada pelo guia espiritual.
A boa Tenda, ou o bom Terreiro, não é o que maior número de médiuns apresenta e sim aquele que reúne os mais sinceros e leais trabalhadores.
João de Freitas
"Umbanda é coisa séria para gente séria"
20 de outubro de 2011
DEZ MANEIRAS DE AMAR A NÓS MESMO
1 - Disciplinar os próprios impulsos.
2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.
3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.
4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.
5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.
6 - Evitar as conversações inúteis.
7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.
8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.
9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.
10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas
se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento
de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a
serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.
André Luiz
André Luiz / Chico Xavier
19 de outubro de 2011
Aos médiuns
Que a paz do Senhor nos felicite os corações. Mediunidade com Jesus é serviço aos semelhantes. Desenvolver esse recurso é, sobretudo, aprender a servir. Aqui, alguém fala em nome dos espíritos desencarnados; ali, um companheiro aplica energias curadoras; além, um cooperador ensina o roteiro da verdade; acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações. Contudo, é o mesmo poder que opera em todos. É a divina inspiração do Cristo, dinamizada através de mil modos diferentes por reeguer-nos na condição de inferioridade ou de sofrimento ao titulo de herdeiros do Eterno Pai. E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama o titulo convencional do mundo qualquer que seja, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social, constituindo fonte do Céu a derramar benefícios na Terra, por intermédio dos corações de boa vontade. Em razão disso, antes de qualquer sondagem das forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale a consagração do trabalhador à caridade legítima, e cujo exercício todas as realizações sublimes da alma podem ser encontradas. Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar a felicidade dos outros; quem procure a consolação, para encontrá-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência. Dar para receber. Auxiliar para ser amparado. Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a divindade do amor. Eis a lei que impera igualmente no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de Vida Eterna. Espírito algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxilio mútuo. Nesse terreno, portanto, há muito que fazer nos círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as bênçãos da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a sua aplicação no esforço da sementeira. A tarefa pede fortaleza no serviço com ternura no sentimento. Sem um raciocínio amadurecido para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho fraterno, para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente. Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e imprescindível se torna ao instrumento humano das Verdades Divinas armar-se convenientemente na fé viva e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos do ministério a que foi convocado. Age, assim, com isenção de ânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de curar. Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmão dos infortunados convicto de que o Senhor é o Manancial de todas as Bênçãos. O lavrador semeia, mas é a Bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o fruto. É indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, embora as serpentes e os espinhos que povoam o chão. Diversos amigos se revelam interessados em tua tarefa de fraternidade e luz e não seria justo que a hesitação te paralisasse os impulsos mais nobres, tão somente porque a opinião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata. Não importa que o templo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade. O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava administrar os dons celestiais sob um teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abençoados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza. Não te apoquentes, meu irmão, e segue com serenidade. Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício. Mediunidade é um madeiro de espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvário acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se convertem em asas de luz para a alma livre na Eternidade. Não desprezes a tua oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta. A carne é uma estrada breve. Aproveitemo-la sempre que possível na sublime sementeira da caridade perfeita. Em suma, ser médium no roteiro cristão é dar de si mesmo em nome do Divino Mestre, e foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira aqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra. Segue, assim, amando e servindo. Não nos deve preocupar a ausência da alheia compreensão. Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme o Amigo Celeste nos ensinou, Que Ele nos proteja, nos fortifique e abençoe. |
| pelo Espírito Bezerra de Menezes - do Livro: Vida e caminho – Psicografia: Francisco C.Xavier – Espíritos Diversos. |
10 de junho de 2011
Médiuns
A faculdade mediúnica está ligada ao organismo.
É independente das qualidades morais do médium e se encontra desenvolvida nos mais indignos, como nos mais dignos.
Não se passa a mesma coisa com a preferência dada ao médium pelos bons Espíritos.
Os bons Espíritos se comunicam mais ou menos de boa vontade por tal ou tal médium, segundo sua simpatia pelo próprio Espírito destes. O que constitui a
qualidade de um médium não é a facilidade com a qual este obtém comunicações, mas sua aptidão para receber os bons e para não ser o joguete de Espíritos levianos ou enganadores.
Os médiuns que mais deixam a desejar, do ponto de vista moral, recebem algumas vezes muito boas comunicações, que só podem vir de bons espíritos, o que não é de admirar.
São freqüentemente do interesse do médium e para lhe dar sábias advertências. Se este não as aproveita, é mais culpado, pois escreve a sua própria condenação.
Deus, cuja bondade é infinita, não pode recusar assistência àqueles que têm mais necessidade.
O virtuoso missionário que vai moralizar os criminosos não faz nada mais do que fazem os bons Espíritos com os médiuns imperfeitos.
Por outro lado, os bons Espíritos, querendo dar um ensinamento útil a todos, servem-se do instrumento que tiverem à mão; mas o abandonam quando acham outro, que lhes é mais simpático e que aproveita suas lições. Retirando-se os bons Espíritos, os espíritos inferiores, pouco interessados nas qualidades morais,que aliás os incomodam têm, então, o campo livre.
Resulta disso que os médiuns moralmente imperfeitos e que não se emendam, mais cedo ou mais tarde serão dominados pelos maus Espíritos que, muitas vezes, os conduzem à ruína e às maiores infelicidades ainda neste mundo. Quanto à sua faculdade, bela como era, e que assim permaneceria, perverte-se pelo abandono dos bons Espíritos e acaba por extinguir-se.
8 de junho de 2011
Sinais da Obsessão
Sinais de Alarme
Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência,
indicando queda provável na obsessão:
. quando entramos na faixa da impaciência;
. quando acreditamos que a nossa dor é a maior;
. quando passamos a ver ingratidão nos amigos;
. quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;
. quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;
. quando reclamamos apreço e reconhecimento;
. quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;
. quando passamos o dia a exigir esforço,sem prestar o mais leve serviço;
. quando pretendemos fugir de nós mesmos,através da gota de álcool ou da pitada de entorpecente;
. quando julgamos que o dever é apenas dos outros.
Toda vez que um desses sinais surgir no trânsito de nossas idéias,
a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de parar no socorro da prece
ou na luz do discernimento.
Chico Xavier / Scheilla
23 de maio de 2011
MEDIUNIDADE E A UMBANDA
Não é fácil ser médium e mais difícil ainda é ser médium de Umbanda.
A mediunidade é o elo de ligação, o caminho e a meta das pessoas possuidoras desse dom.
E longe de ser um instrumento passivo, o médium, como mediador que é, tem o dever de buscar o auto-aprimoramento e a reta conduta pois, esses são os sintonizadores maiores da mediunidade.
É como disse o mestre:
"Uma árvore má não pode dar bons frutos"… e é plantando que se colhe, ou seja, nossas afinidades refletem o nível e o tipo de espíritos que atraímos para nosso campo mediúnico.
Sabemos o quanto é penoso o caminho da matéria, quantos pseudo-atalhos existem no caminho da evolução, incontáveis atalhos que não levam a lugar nenhum e, para conseguirmos uma sintonia fina com "canais" superiores precisamos de três coisas básicas: humildade, simplicidade, e pureza de pensamentos, sentimentos e ações.
A primeira vista parece simples, mas quando pisamos no chão, nos damos conta de nossa fraqueza que, nos atira a caminhos escuros e incertos.
Então, só apelando para o Astral superior é que conseguiremos trilhar o verdadeiro caminho da espiritualidade pois, se estamos fracos, nossa fé verdadeira pautada pela razão nos libertará.
E gradativamente conquistaremos e domaremos o nosso pior inimigo que, está em nosso íntimo.
Ainda, em termos científicos podemos definir a mediunidade como um aumento variável da percepção extra-física ( PES ), causada por modificações e acréscimos energéticos nos chacras de determinadas pessoas, e ressaltamos que esse processo ocorre antes de encarne ou seja, a nível Astral.
Essas pessoas, os médiuns, possuem o dom mediúnico por terem missões kármicas dentro do movimento espiritualista.
A palavra mediunidade significa modo, meio de manifestação, ou intermediação.
E partindo do fato de que a mediunidade está vinculada a missões definidas, não é correto afirmarmos que todas as pessoas são médiuns;
Podemos dizer que todos são suceptiveis à influências espirituais mas, isso não é mediunidade.
Saibam também que existem diversas formas de mediunidade, tais como: a clarividência, a clariaudiência, vidência etc.
E existe uma forma de mediunidade mais acentuda, a mais utilizada na Umbanda, que é a mediunidade de incorporação.
O médium de incorporação é aquele que além da ligação e proteção da corrente espiritual de sua vibração original ( Orixá ), possui uma forte ligação com determinadas entidades espirituais.
Essa ligação vem de ligações kármicas e do acordo firmado no plano Astral, pelo próprio médium antes de seu reencarne, onde o mesmo se compromete a trabalhar pela causa espiritualista em determinado movimento ou culto.
Por essa razão que ouvimos pessoas dizerem que foram falar com a entidade tal, e ela lhe aconselhou para que vestisse a roupa branca, ou seja, que assumisse sua missão mediúnica.
Vocês que passaram por isso, se conversaram com "entidades de fato" e foram chamados para o trabalho, não percam tempo.
Procurem um templo que mais se afinize com suas idéias e assumam seu compromisso que, certamente serão mais felizes e realizados.
Dentro da mediúnidade de incorporação existem três tipos básicos de atuação que carcterizam graus kármicos e de consciência, expressos nos médiuns de karma: probatório, evolutivo, ou missionário.
Os médiuns de karma probatória se afinizam e trabalham com entidades no grau de protetores.
A maioria de nós está nessa condição e utiliza o caminho da mediunidade como apaziguador para débitos kármicos antigos.
Há também, os médiuns de karma evolutivo se afinizam e trabalham com entidades no grau guia, eles possuem um mediunismo mais apurado com possibilidades de desenvolver a clarividência e a clariaudiência, na depêndencia da função desenpenhada, a qual lhe foi confiada no astral.
Por fim, existem raros médiuns no grau de missionários, eles são mestres com grandes missões junto a coletividade a qual pertencem, e se mediunizados podem contactar e manifestar entidades no grau de Orixás Menores.
Eles possuem vários dons mediúnicos, associados a um grande conhecimento, adquirido em encarnações pretéritas, e alicerciados pela luz do amor e da sabedoria que só raras pessoas possuem.
Enfim, independente do grau ou atividade mediúnica, todas as entidades espirituais trabalham e todos os médiuns estão aptos a desenvolver também, importantes trabalhos que contribuirão para evolução mundial.
Se cada um fizer sua pequena parte, por amor, teremos um mundo bem melhor porque o futuro realmente depende de nós !
A Ética na mediunidade
O médium como elo de ligação entre o visível e o invisível, deve se preocupar em manter a serenidade mental no seu dia a dia para que pensamentos difusos são sejam cultivados porque promovem uma sintonia com entidades espirituais de baixa estirpe moral.
E como médium devido sua abundante energia é alvo dos mais atrozes ataques provenientes do baxio astral desencarnado e encarnado, ele deve procurar manter um nível de pensamentos salutares procurando seleciona-los em companhia de pessoas de boa índole ( dize-me com quem andas, que eu te direi quem és ! ), para que sua corrente mental o proteja das ações do baixo astral, para que sua boca pronuncie palavras limpas, e para seus ouvidos ouçam palavras harmoniosas porque é de nossa boca que emana aquilo do que nosso coração está cheio.
E nesse ponto salientamos que, é também pela boca que ingerimos os alimentos, logo, esses alimentos também devem ser selecionados para que a harmonia impere em nosso organismo como um todo.
Sabemos que a abstenção do consumo de carne vermelha pelos médiuns umbandistas têm que ser controlada porque somos alvos de ataques constantes e necessitamos de um sustentáculo material mais robuscado ( mais proteína ) porém, pensamos que ao menos a carne de porco pode ser suprimida de nossa alimentação com racionalidade.
Irmãos, a alimentação constitue um fator decisivo na atuação mediúnica porque quando ingerimos carne, quando comemos em excesso ou ingerimos álcool, o nosso organismo sofre alterações químicas que além de estimularem o animismo vicioso através da ligação instintiva intensa, ainda promovem uma eliminação via hálito e suor que, pode prejudicar os consulentes em uma consulta mediúnica.
Por todos esses fatores é que ao menos no dia da sessão de caridade, devemos nos abster de carne, de álcool, e até a diminuição do fumo por parte de quem cultiva esse infeliz hábito é aconselhável porque, o fumo carreia toxinas que dificultam a fluência energética no nosso organismo, bem como obscurecem nossa sensibilidade às vibrações superiores emanadas por nosso mentor espiritual.
Muitos devem estar fazendo a observação de que os as entidades de Umbanda utilizam o fumo e o álcool em seus trabalhos porém, ressaltamos que elas utilizam esses elementos justamente como amortecedores de cargas oriundas de baixas vibrações e que quando desencorporam, minimizam a atuação negativa dessas substâncias no corpo físico do médium e isso explica o motivo de muitos médiuns que atuam frequentemente em ambientes hostis com trabalhos pesados, ingerirem álcool (marafo) em quantidade e depois que desencorporam não apresentarem efeitos desse elemento; Isso quando incorporam de verdade...
O médium no dia que vai atuar mediunicamente ainda deve se abster de sexo para preservar sua vibração original, o que será positivo no contato mediúnico pois, o sexo une dois seres a níveis mais sutis do que o físico.
Respeitamos na Umbanda, uma grande legião de companheiros muito respeitáveis, consagrados à caridade que Jesus nos legou, grandes expositores da mediunidade, da mediunidade que auxilia, alivia o próximo.
Credores da nossa maior veneração, conquanto estejamos vinculados aos príncipios codificados por Allan Kardec, de nossa parte. "
do livro: Dos hippies aos problemas do mundo - Chico Xavier )
18 de maio de 2011
Mediunidade - Por Chico Xavier
Autoria de: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
(Livro: MECANISMOS DA MEDIUNIDADE)
Acena-nos a antiguidade terrestre com brilhantes manifestações mediúnicas, a repontarem da História.
Discípulos de Sócrates referem-se, com admiração e respeito, ao amigo invisível que o acompanhava constantemente.
Reporta-se Plutarco ao encontro de Bruto, certa noite, com um dos seus perseguidores desencarnados, a visitá-lo, em pleno campo.
Em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a morrer de fome, passou a viver, em Espírito, monodeizado na revolta em que se alucinava, aparecendo e desaparecendo aos olhos de circunstantes assombrados, durante largo tempo.
Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e sua esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo.
Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali vistos, freqüentemente, até que se lhe exumaram os despojos para a incineração.
Toda via onde a mediunidade atinge culminâncias é justamente no Cristianismo nascituro.
Toda a passagem do Mestre inesquecível, entre os homens é um cântico de luz e amor, externando-lhe a condição de medianeiro da Sabedoria Divina.
E, continuando-lhe o ministério, os apóstolos que se mantiveram leais converteram-se em médiuns notáveis, no dia de Pentecostes (2), quando, associadas as suas forças, por se acharem "todos reunidos", os emissários espirituais do Senhor, através deles, produziram fenômenos físicos em grande cópia, como sinais luminosos e vozes diretas, inclusive fatos de psicofonia e xenoglossia, em que os ensinamentos do Evangelho foram ditados em várias línguas, simultaneamente, para os israelitas de procedências diversas.
Desde então, os eventos mediúnicos para eles se tornaram habituais.
Espíritos materializados libertavam-nos da prisão injusta. (3)
O magnetismo curativo era vastamente praticado pelo olhar (4) e pela imposição das mãos. (5)
Espíritos sofredores eram retirados de pobres obsessos, aos quais vampirizavam. (6)
Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve a clarividência, de um momento para o outro, vê o próprio Cristo, ás portas de Damasco, e lhe recolhe as instruções (7). E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo moral, Jesus, condoído, procura Ananias, médium clarividente na aludida cidade, e pede-lhe
Socorro para o companheiro que encetava a tarefa. (8)
Não somente na casa dos apóstolos em Jerusalém mensageiros espirituais prestam continua assistência aos semeadores do Evangelho; igualmente no lar dos cristãos, em Antioquia, a mediunidade opera serviços valiosos e incessantes. Dentre os médiuns aí reunidos, um deles, de nome Agabo (9), incorpora um espírito benfeitor que realiza importante premonição. E nessa mesma igreja, vários instrumentos medianímicos aglutinados favorecem a produção da voz direta, consignando expressiva incumbência a Paulo e Barnabé. (10)
Em Tróade, o apóstolo da gentilidade recebe a visita de um varão, em espírito, a pedir-lhe concurso fraterno. (11)
E, tanto quanto acontece hoje, os médiuns de ontem, apesar de guardarem consigo a Benção Divina, experimentavam injustiça e perseguição. Quase por toda à parte, padeciam inquéritos e sarcasmos, vilipêndios e tentações.
Logo no início das atividades mediúnicas que lhes dizem respeito, vêem-se Pedro e João segregados no cárcere. Estevão é lapidado. Tiago, o filho de Zebedeu, é morto a golpes de espada. Paulo de Tarso é preso e açoitado várias vezes.
A mediunidade, que prossegue fulgindo entre os mártires cristãos, sacrificados nas festas circenses, não se eclipsa, ainda mesmo quando o ensinamento de Jesus passa a sofrer estagnação por impositivos de ordem política. Apenas há alguns séculos, vimos Francisco de Assis exalçando-a em luminosos acontecimentos; Lutero transitando entre visões; Teresa D'Ávila em admiráveis desdobramentos;
José de Copertino levitando ante a espantada observação do papa Urbano VIII, e Swedenberg recolhendo, afastado do corpo físico, anotações de vários planos espirituais que ele próprio filtra para o conhecimento humano, segundo as concepções de sua época.
Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de André Luiz, que se servindo de estudos e conclusões de conceituados cientistas terrenos, tenta, também aqui (12), colaborar na elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais inquietantes na vida conturbada do mundo moderno.
Sem recomendar, de modo algum, a prática do hipnotismo em nossos templos espíritas, a prática do hipnotismo em nossos templos espíritas, a ele recorre, de escantilhão, para fazer mais amplamente compreendidos os múltiplos fenômenos da conjugação de ondas mentais, além de com isso demonstrar que a força magnética é simples agente, sem ser a causa das ocorrências medianímicas, nascidas, invariavelmente, de espírito para espírito.
Em nosso campo de ação, temos livros que consolam e restauram, medicam e alimentam, tanto quanto aqueles que propõem e concluem, argumentam e esclarecem.
Nesse critério, surpreendemos aqui um livro que estuda.
Meditemos, pois, sobre suas páginas.
Emmanuel
Uberaba, 6 de agosto de 1959.
(Livro: MECANISMOS DA MEDIUNIDADE)
Acena-nos a antiguidade terrestre com brilhantes manifestações mediúnicas, a repontarem da História.
Discípulos de Sócrates referem-se, com admiração e respeito, ao amigo invisível que o acompanhava constantemente.
Reporta-se Plutarco ao encontro de Bruto, certa noite, com um dos seus perseguidores desencarnados, a visitá-lo, em pleno campo.
Em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a morrer de fome, passou a viver, em Espírito, monodeizado na revolta em que se alucinava, aparecendo e desaparecendo aos olhos de circunstantes assombrados, durante largo tempo.
Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e sua esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo.
Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali vistos, freqüentemente, até que se lhe exumaram os despojos para a incineração.
Toda via onde a mediunidade atinge culminâncias é justamente no Cristianismo nascituro.
Toda a passagem do Mestre inesquecível, entre os homens é um cântico de luz e amor, externando-lhe a condição de medianeiro da Sabedoria Divina.
E, continuando-lhe o ministério, os apóstolos que se mantiveram leais converteram-se em médiuns notáveis, no dia de Pentecostes (2), quando, associadas as suas forças, por se acharem "todos reunidos", os emissários espirituais do Senhor, através deles, produziram fenômenos físicos em grande cópia, como sinais luminosos e vozes diretas, inclusive fatos de psicofonia e xenoglossia, em que os ensinamentos do Evangelho foram ditados em várias línguas, simultaneamente, para os israelitas de procedências diversas.
Desde então, os eventos mediúnicos para eles se tornaram habituais.
Espíritos materializados libertavam-nos da prisão injusta. (3)
O magnetismo curativo era vastamente praticado pelo olhar (4) e pela imposição das mãos. (5)
Espíritos sofredores eram retirados de pobres obsessos, aos quais vampirizavam. (6)
Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve a clarividência, de um momento para o outro, vê o próprio Cristo, ás portas de Damasco, e lhe recolhe as instruções (7). E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo moral, Jesus, condoído, procura Ananias, médium clarividente na aludida cidade, e pede-lhe
Socorro para o companheiro que encetava a tarefa. (8)
Não somente na casa dos apóstolos em Jerusalém mensageiros espirituais prestam continua assistência aos semeadores do Evangelho; igualmente no lar dos cristãos, em Antioquia, a mediunidade opera serviços valiosos e incessantes. Dentre os médiuns aí reunidos, um deles, de nome Agabo (9), incorpora um espírito benfeitor que realiza importante premonição. E nessa mesma igreja, vários instrumentos medianímicos aglutinados favorecem a produção da voz direta, consignando expressiva incumbência a Paulo e Barnabé. (10)
Em Tróade, o apóstolo da gentilidade recebe a visita de um varão, em espírito, a pedir-lhe concurso fraterno. (11)
E, tanto quanto acontece hoje, os médiuns de ontem, apesar de guardarem consigo a Benção Divina, experimentavam injustiça e perseguição. Quase por toda à parte, padeciam inquéritos e sarcasmos, vilipêndios e tentações.
Logo no início das atividades mediúnicas que lhes dizem respeito, vêem-se Pedro e João segregados no cárcere. Estevão é lapidado. Tiago, o filho de Zebedeu, é morto a golpes de espada. Paulo de Tarso é preso e açoitado várias vezes.
A mediunidade, que prossegue fulgindo entre os mártires cristãos, sacrificados nas festas circenses, não se eclipsa, ainda mesmo quando o ensinamento de Jesus passa a sofrer estagnação por impositivos de ordem política. Apenas há alguns séculos, vimos Francisco de Assis exalçando-a em luminosos acontecimentos; Lutero transitando entre visões; Teresa D'Ávila em admiráveis desdobramentos;
José de Copertino levitando ante a espantada observação do papa Urbano VIII, e Swedenberg recolhendo, afastado do corpo físico, anotações de vários planos espirituais que ele próprio filtra para o conhecimento humano, segundo as concepções de sua época.
Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de André Luiz, que se servindo de estudos e conclusões de conceituados cientistas terrenos, tenta, também aqui (12), colaborar na elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais inquietantes na vida conturbada do mundo moderno.
Sem recomendar, de modo algum, a prática do hipnotismo em nossos templos espíritas, a prática do hipnotismo em nossos templos espíritas, a ele recorre, de escantilhão, para fazer mais amplamente compreendidos os múltiplos fenômenos da conjugação de ondas mentais, além de com isso demonstrar que a força magnética é simples agente, sem ser a causa das ocorrências medianímicas, nascidas, invariavelmente, de espírito para espírito.
Em nosso campo de ação, temos livros que consolam e restauram, medicam e alimentam, tanto quanto aqueles que propõem e concluem, argumentam e esclarecem.
Nesse critério, surpreendemos aqui um livro que estuda.
Meditemos, pois, sobre suas páginas.
Emmanuel
Uberaba, 6 de agosto de 1959.
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