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18 de abril de 2012
O que falta na Umbanda - Rodrigo Queiroz
Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.
Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e após se acomodarem ele pediu que todos respondessem uma pergunta simples:
“ – Do que a Umbanda precisa?”
E assim um a um foram respondendo:
“- Mais união...”“ – Mais estudo...”
“ – Mais divulgação...”
“ – Mais respeito...”
“ – Mais reconhecimento...”
Mais, mais e mais...
Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:
“ – Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!”
Silêncio repentino no ambiente.
Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.
Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:
“É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS.
Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.
Um filho de Umbanda, dentro do terreiro limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.
Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo o terreiro, pois sente que ali, no terreiro ele está na casa de sua mãe.
Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.
Um filho de Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa de sua mãe, onde ele encontra sua família e por isso quando não está no terreiro sente-se ansioso para retornar e sempre que lá está é um momento de alegria e prazer.
Um filho de Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. Porque sua entrega verdadeira no convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um filho educado carrega consigo.
Um filho de Umbanda não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e colaborar com o terreiro, ele por si só observa as necessidades e se voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda.
Um filho de Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe.
16 de abril de 2012
Orientação aos médiuns de Umbanda
Os preceitos de Umbanda proíbem aos médiuns evocar espíritos, fora dos atos religiosos, para fins de curiosidade, bem como, pune os que se aproveitam da mediunidade para usufruir vantagens com consultórios clandestinos.
Os médiuns prevaricadores são expulsos do culto e as entidades que os assistiam se afastam deixando-os a mercê das contingências e dos riscos das responsabilidades pessoais.
O médium do culto de Umbanda sabe respeitar a liturgia, seguir o ritual e obedecer dentro da hierarquia as ordens superiores.
O verdadeiro médium do culto umbandista jamais se vangloria dos sucessos obtidos pelos guias através de sua mediunidade.
Qualquer elogio que lhe seja feito, é encarado com reserva. Não se deixa dominar pelos louvores para ser arrastado pelo caminho nefasto da vaidade.
Evita manter relações íntimas ou sociais com os beneficiados a fim de não ser colhido pela malha traiçoeira da prevaricação.
É expansivo com seu amigos, alegre com todos, porém, reservadíssimo para com àqueles que o procuram na base da caridade espiritual.
O hábito de receber presentes é uma porta aberta a corrupção.
A vida privada de um médium umbandista, de abstinência e de renúncia, precisa estar em perfeito equilíbrio com a missão que lhe é dada pelo guia espiritual.
A boa Tenda, ou o bom Terreiro, não é o que maior número de médiuns apresenta e sim aquele que reúne os mais sinceros e leais trabalhadores.
João de Freitas
"Umbanda é coisa séria para gente séria"
15 de abril de 2012
Esteira Vegetal
Uma vez no curso extensivo de ervas foram dividos grupos onde cada grupo montou
uma esteira para cada elemento (Ar, Terra, Fogo e Ar), fiquei no grupo da Esteira do Ar.
Vou dividir com vocês os dois momentos,quando deitei na esteira e quando atendemos em conjunto, quero dividir as sensações e sentimentos que tive na noite de ontem.
Momento 1: Deitada na esteira
Quando fiquei em pé na esteira tive a impressão de entrar numa bolha de ar, meus ouvidos ficaram tampados, exatamente igual quando subimos a Serra de Santos. Mesmo de olhos fechados senti cada toque em minha aura ou corpo espiritual, senti cada baforada dos cachimbos e a fumaça envolvia-me, limpando e regenerando.
No momento que meus companheiros pediram que eu me deitasse na esteira, tive a sensação de uma leve queda de temperatura, mas nada que incomodasse, fui transportada para um local distante e difícil de descrever, só sei que meu corpo físico estava recebendo cuidados muito especiais, porém não deixei de senti-lo, era como seu estivesse ausente mas ao mesmo tempo sentia no meu ser o impacto de cada chacoalhada dos maracás, conseguia diferenciar o energia vinda das mãos de cada um dos meus companheiros.
Foi incrivelmente maravilhoso, confortante e revigorante, parece que colocaram as peças no lugar. Só fiquei com vontade de passar muitas horas na esteira, e acho que cada vez que eu me deitar em uma vai sempre restar esse gosto de quero mais.
Agradeço o cuidado dos meus companheiros e acima de tudo agradeço ao nosso Pai Criador por nos dar essa oportunidade.
Hoje sinto e vejo claramente o poder das Ervas e como sua energia nos envolve de uma maneira maravilhosa e difícil de explicar.
Mas uma coisa eu digo, quem se entrega e se deixa ser envolvido pela energia de Jurema nunca mais esquece.
Quem deita sua cabeça no colo de Mamãe Jurema sente seu cuidado e carinho por nós.
JUREMA É CURA. JUREMA É PODER. JUREMA É VIDA.
Momento 2: Atendimento
O que mais me marcou na hora do atendimento, foi as mudanças de temperatura de uma aura para outra e o aumento muito significativo da sensibilidade. Tanto que sentia a diferença de energia em algumas áreas. Senti as pontas de meus dedos formigando em certos momentos.
O que é maravilhoso é sentir a energia realmente sendo projetada, até a fumaça se propaga diferente quando estamos atendendo.
Enfim é maravilhoso ver a eficácia e ação das ervas.
SALVE A ESSÊNCIA VEGETAL DE NOSSO DIVINO CRIADOR.
OBS: O Curso Extensivo de Ervas é ministrado por Adriano Adriano Camargo no Templo Escola Ventos de Aruanda em São Bernardo do Campo
27 de outubro de 2011
CULINÁRIA CIGANA
Recipes Romaní! Te Aven Baxtale!
Armianca: Salada de alface e tomate (em rodelas); champignon; queijo de cabra, cenoura, beterraba (em pedaços) e berinjela frita (em tiras). Enfeitar com uvas-passas, raminhos de hortelã e pétalas de flores.
Assados: Pernil de carneiro (Bakró); Pernil de leitão (Baló); Cabrito Frito com arroz e brócolis (ou lentilha ou nozes); e/ou roletes de carne bovina ou frango com pedaços de cebola, pimentão (verde e amarelo) e tomate.Brynza: Queijo de Cabra (cru ou frito).
Chivuisa: Destilado à base de trigo (espécie de Aguardente).
Civiaco: Torta folhada salgada ou doce.
Cozido Manouche: feijões vermelhos grandes, pedaços de carne e osso de pernil de porco, alhos-porós em pedaços, salsão com as folhas em pedaços, alôs comuns inteiros com casca, cenouras e batatas cortadas em pedaços grandes, sal e pimenta-do-reino moída na hora à gosto e arroz branco que deve ser incorporado na última etapa do cozimento.
Goulash: Cozido de arroz, batata, carne e páprica ardida.
Malay: Pão de Milho.
Manrô/Kolako: Pão redondo de Farinha de Trigo.
Mamalyga: Polenta.
Naut: Grão de Bico com lingüiça.
Paprikach: costela defumada (bovina ou suína) e bacon ao molho vermelho de tomate e pimentão com batatas pequenas, cozidas (na casca) e páprica doce.
Papuchá: Pirão de Milho.
Sifrite: Ponche de Frutas com Champanhe e/ou refrigerante. Enfeitar com pétalas de rosa.
Sarmá: Arroz com lentilha, carne seca desfiada e nozes.
Sarmy/Salmava: Charutos ou Rolinhos feitos em folha de repolho recheados com lombo ou carne bovina moída, azeitonas, bacon e molho dourado; e/ou em folha de uva com recheio de bacalhau.
Tchaio/Kavi: Chá Preto ou Mate com pedaços de frutas (maçã: felicidade; uva fresca: prosperidade; uva passa ou ameixa: progresso; morango: amor; damasco: sensualidade; pêssego: equilíbrio pessoal; limão: energia positiva e purificação da alma. Fazer o chá em água fervente e deixar amornar. Colocar as frutas bem maceradas, misturar, coar e beber.
Varenyky: Pastel cozido podendo ser doce (recheado com uva) ou salgado (recheado com batata ou queijo de cabra).
Vino: Vinho tinto.
OBS: Acesse os Sites:
www.11.geocities.com/Paris/512/recipes.htm
www.ziglig.com/culinariasafira
21 de outubro de 2011
O MISTÉRIO DAS FITAS NA UMBANDA
Por Rubens Saraceni
1. Existem na criação, irradiações Divinas que se assemelham a "FITAS" (a venda no comércio), devido a similaridade de largura, e usadas em trabalhos de magia. Ao se falar em Mistério das 7 Fitas Sagradas, referimo-nos a este tipo de irradiação Divina cujas faixas estreitas tem as mais variadas cores, e por trazerem dentro de si, vibrações das mais diversas possíveis, e por transportarem muitos fatores, quando são direcionadas magisticamente, realizam trabalhos importantíssimos tanto positivos quanto negativos. Estas "Fitas Divinas" são, na verdade, a fusão ou o entrelaçamento de ondas vibratórias que criam aos olhos dos seus observadores, a impressão de que estão vendo fitas coloridas.
2. Estas irradiações Divinas semelhantes a Fitas, por transportarem vibrações desde o plano Divino da Criação até o plano espiritual e por imantação condensarem seus mistérios em fitas feitas de tecido, dão a estes materiais todo um poder magístico. Fitas vem sendo usadas, na Umbanda, pelos guias espirituais que as cruzam e as amarram nos pulsos das pessoas como proteção ou repelidoras de vibrações negativas, assim como determinam aos seus médiuns que usem-nas ao redor da cintura ou transversalmente à direita ou à esquerda, sempre como protetores. Mas também as usam para "amarrar" forças negativas fora de controle ou rebeladas visando contê-las, e esgotar os seus negativismos. Também costumam pedir que fitas de determinada cor e quantidade (1,3,5,7) sejam colocadas dentro das oferendas, ainda que os seus médiuns ou quem for fazer a oferenda, nada saiba ou conheça sobre este poderosíssimo mistério simbólico da Umbanda.
3. As irradiações Divinas, na forma de fitas, partem de mentais divinos identificados por nós e dentro da Umbanda como Orixás. Portanto, basta fazer uma associação entre as cores dos Orixás e as fitas, que tanto temos o conhecimento de a quem pertencem quanto o que realizam.
4. A posição das fitas colocadas ou amarradas no corpo do médium ou do consulente, indica o tipo de trabalho e qual linha está atuando.
. Fitas colocadas ao redor da cabeça, indica trabalho envolvendo o mental.
. Fitas amarradas a tira-colo ou transversalmente à esquerda, indicam trabalhos realizados por forças espirituais da esquerda.
. Fitas amarradas transversalmente e à direita, indicam trabalhos realizados pelas forças da direita.
. Fitas penduradas ao redor do pescoço e caídas sobre o peito, indicam campos protetores.
. Fitas amarradas na linha da cintura, indicam campos de trabalho protetor permanentes.
Portanto, quando os guias espirituais recomendam aos médiuns que usem ou despachem (as fitas), estes devem entender que por trás de cada cor e cada fita, está um poder divino que é atuante e cujas irradiações, na forma de "fitas", partem desde o plano mais elevado da criação e chegam até o lado espiritual, podendo ser condensado ou irradiado através de fitas materiais cruzadas e imantadas pelos guias espirituais, uma vez que ao falarmos em um mistério das Sete Fitas Sagradas, estamos nos referindo a estas irradiações que são vivas, Divinas e capazes de realizarem poderosíssimos trabalho de magia.
5. Continuando com o que existe por trás de alguns elementos usados pelos guias espirituais da Umbanda, podemos fundamentá-los nos poderes desta forma:
. Existem irradiações divinas finíssimas e análogas a linhas. Estas irradiações penetram o mental das pessoas e alimentam suas faculdades e/ou dons mediúnicos, portanto, ao falarmos em 7 Linhas de Umbanda, estamos nos referindo a estas irradiações divinas provenientes diretamente dos mentais dos Orixás para os dos médiuns. Assim como fazer trabalho com o uso de linhas coloridas é trabalhar com este mistério divino.
6. Os cordões usados pelos guias, sejam eles feitos de fios enrolados ou trançados ou enfeixados e enlinhados por fora, com uma linha, também são reproduções de irradiações divinas provenientes dos mentais divinos que, por serem feixes de ondas vibratórias transportadoras e irradiadoras de fatores, e por serem vivas e realizadoras, então estes cordões usados pelos guias, e que são simbolizados por laços, chicotes, cipós, e por cordões propriamente ditos, assim que são cruzados e imantados por eles, adquirem poderes magísticos.
Portanto, todos estes elementos adquiridos e outros aqui não citados, não são adereços folclóricos e muito menos enfeites, porquê são reproduções simbólicas de irradiações divinas provenientes dos mentais divinos que fundamentam seus usos pelos guias espirituais da Umbanda.
Vamos citar alguns mistérios manipulados pelos guias, cujos fundamentos encontram-se nas irradiações divinas:
1. Mistério das Sete Fitas Sagradas
2. Mistério das Sete Faixas Sagradas
3. Mistério das Sete Estolas Sagradas
4. Mistério das Sete Toalhas Sagradas
5. Mistério das Sete Cordões Sagrados
6. Mistério das Sete Laços Sagrados
7. Mistério das Sete Linhas Sagradas
8. Mistério das Sete Cipós Sagrados
9. Mistério das Sete Correntes Sagradas
10. Mistério das Sete Nós Sagrados
NOTA EXPLICATIVA:
Os Sete Nós Sagrados referem-se a pólos magnéticos onde as ondas vibratórias se entrelaçam amarrando-se nos mais diversos tipos de nós, criando pólos eletromagnéticos recebedores de irradiações e re-direcionadores delas.
Fonte: JUS - Jornal de Umbanda Sagrada
1. Existem na criação, irradiações Divinas que se assemelham a "FITAS" (a venda no comércio), devido a similaridade de largura, e usadas em trabalhos de magia. Ao se falar em Mistério das 7 Fitas Sagradas, referimo-nos a este tipo de irradiação Divina cujas faixas estreitas tem as mais variadas cores, e por trazerem dentro de si, vibrações das mais diversas possíveis, e por transportarem muitos fatores, quando são direcionadas magisticamente, realizam trabalhos importantíssimos tanto positivos quanto negativos. Estas "Fitas Divinas" são, na verdade, a fusão ou o entrelaçamento de ondas vibratórias que criam aos olhos dos seus observadores, a impressão de que estão vendo fitas coloridas.
2. Estas irradiações Divinas semelhantes a Fitas, por transportarem vibrações desde o plano Divino da Criação até o plano espiritual e por imantação condensarem seus mistérios em fitas feitas de tecido, dão a estes materiais todo um poder magístico. Fitas vem sendo usadas, na Umbanda, pelos guias espirituais que as cruzam e as amarram nos pulsos das pessoas como proteção ou repelidoras de vibrações negativas, assim como determinam aos seus médiuns que usem-nas ao redor da cintura ou transversalmente à direita ou à esquerda, sempre como protetores. Mas também as usam para "amarrar" forças negativas fora de controle ou rebeladas visando contê-las, e esgotar os seus negativismos. Também costumam pedir que fitas de determinada cor e quantidade (1,3,5,7) sejam colocadas dentro das oferendas, ainda que os seus médiuns ou quem for fazer a oferenda, nada saiba ou conheça sobre este poderosíssimo mistério simbólico da Umbanda.
3. As irradiações Divinas, na forma de fitas, partem de mentais divinos identificados por nós e dentro da Umbanda como Orixás. Portanto, basta fazer uma associação entre as cores dos Orixás e as fitas, que tanto temos o conhecimento de a quem pertencem quanto o que realizam.
4. A posição das fitas colocadas ou amarradas no corpo do médium ou do consulente, indica o tipo de trabalho e qual linha está atuando.
. Fitas colocadas ao redor da cabeça, indica trabalho envolvendo o mental.
. Fitas amarradas a tira-colo ou transversalmente à esquerda, indicam trabalhos realizados por forças espirituais da esquerda.
. Fitas amarradas transversalmente e à direita, indicam trabalhos realizados pelas forças da direita.
. Fitas penduradas ao redor do pescoço e caídas sobre o peito, indicam campos protetores.
. Fitas amarradas na linha da cintura, indicam campos de trabalho protetor permanentes.
Portanto, quando os guias espirituais recomendam aos médiuns que usem ou despachem (as fitas), estes devem entender que por trás de cada cor e cada fita, está um poder divino que é atuante e cujas irradiações, na forma de "fitas", partem desde o plano mais elevado da criação e chegam até o lado espiritual, podendo ser condensado ou irradiado através de fitas materiais cruzadas e imantadas pelos guias espirituais, uma vez que ao falarmos em um mistério das Sete Fitas Sagradas, estamos nos referindo a estas irradiações que são vivas, Divinas e capazes de realizarem poderosíssimos trabalho de magia.
5. Continuando com o que existe por trás de alguns elementos usados pelos guias espirituais da Umbanda, podemos fundamentá-los nos poderes desta forma:
. Existem irradiações divinas finíssimas e análogas a linhas. Estas irradiações penetram o mental das pessoas e alimentam suas faculdades e/ou dons mediúnicos, portanto, ao falarmos em 7 Linhas de Umbanda, estamos nos referindo a estas irradiações divinas provenientes diretamente dos mentais dos Orixás para os dos médiuns. Assim como fazer trabalho com o uso de linhas coloridas é trabalhar com este mistério divino.
6. Os cordões usados pelos guias, sejam eles feitos de fios enrolados ou trançados ou enfeixados e enlinhados por fora, com uma linha, também são reproduções de irradiações divinas provenientes dos mentais divinos que, por serem feixes de ondas vibratórias transportadoras e irradiadoras de fatores, e por serem vivas e realizadoras, então estes cordões usados pelos guias, e que são simbolizados por laços, chicotes, cipós, e por cordões propriamente ditos, assim que são cruzados e imantados por eles, adquirem poderes magísticos.
Portanto, todos estes elementos adquiridos e outros aqui não citados, não são adereços folclóricos e muito menos enfeites, porquê são reproduções simbólicas de irradiações divinas provenientes dos mentais divinos que fundamentam seus usos pelos guias espirituais da Umbanda.
Vamos citar alguns mistérios manipulados pelos guias, cujos fundamentos encontram-se nas irradiações divinas:
1. Mistério das Sete Fitas Sagradas
2. Mistério das Sete Faixas Sagradas
3. Mistério das Sete Estolas Sagradas
4. Mistério das Sete Toalhas Sagradas
5. Mistério das Sete Cordões Sagrados
6. Mistério das Sete Laços Sagrados
7. Mistério das Sete Linhas Sagradas
8. Mistério das Sete Cipós Sagrados
9. Mistério das Sete Correntes Sagradas
10. Mistério das Sete Nós Sagrados
NOTA EXPLICATIVA:
Os Sete Nós Sagrados referem-se a pólos magnéticos onde as ondas vibratórias se entrelaçam amarrando-se nos mais diversos tipos de nós, criando pólos eletromagnéticos recebedores de irradiações e re-direcionadores delas.
Fonte: JUS - Jornal de Umbanda Sagrada
17 de outubro de 2011
Povo Cigano
Povo Cigano
Os ciganos são verdadeiros andarilhos, livres e alegres. Sua origem é indiana, mas surgem dos mais variados lugares com uma descendência infinita, ao ponto em que seria impossível de citar todas. Os mais conhecidos vieram da Espanha, Portugal, Hungria, Marrocos, Argélia, Rússia, Romênia e Iugoslávia. Carregam consigo seus costumes, características e tradições.
Origem
Outras informações sobre as origens dos ciganos foram obtidas através de estudos lingüísticos feitos a partir do século passado pelo alemão Pott, o grego Paspati, o austríaco Micklosicyh e o italiano Ascoli. A comparação entre os vários dialetos que constituem a língua cigana, chamada romaní ou romanês, e algumas línguas indianas, como o sânscrito, o prácrito, o maharate e o punjabi, permitiu que se estabelecesse com certeza a origem indiana dos ciganos.
A maior parte dos indianistas, porém, fixa a pátria dos ciganos no noroeste da Índia, mas os indianistas modernos, têm tendência a não considerá-lo um grupo homogêneo, mas um povo viajante muito antigo, composto de elementos diversos, alguns dos quais poderiam vir do sudeste da Índia.
Diáspora Cigana
A razão pela qual abandonaram as terras nativas da Índia permanece ainda envolvida em mistério. Parece que eram originariamente sedentários e que devido ao surgimento de situações adversas, tiveram que viver como nômades. Mas a origem indiana dos ciganos é hoje admitida por todos os estudiosos, não havendo dúvidas quanto ao que diz respeito à língua e à cultura.
A maioria, igualmente, os ligam à casta dos párias. Isso em parte por causa de seu aspecto miserável, que não se deve a séculos de perseguição, pois foi descrito bem antes da era das perseguições. Também por causa dos empregos subalternos e das profissões geralmente desprezadas na Índia contemporânea pelos indianos que lhes parecem estreitamente aparentados.
A presença de bandos de ex-militares e de mendigos entre os ciganos contribuiu para piorar sua imagem. Além disso, as possibilidades de assentamento eram escassas, pois a única possibilidade de sobrevivência consistia em viver às margens das sociedades.
Os preconceitos já existentes eram reforçados pelo convencimento difundido na Europa que a pele escura fosse sinal de inferioridade e de malvadeza
Os ciganos eram facilmente identificados com os Turcos porque indiretamente e em parte eram provenientes das terras dos infiéis, assim eram considerados inimigos da igreja, a qual, condenava as práticas ligadas ao sobrenatural, como a cartomancia e a leitura das mãos que os ciganos costumavam exercer. A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura não permitia o reconhecimento como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo haviam sido qualificados como Egypicios. A oposição aos ciganos se delineou também nas corporações, que tendiam a excluir concorrentes no artesanato, sobretudo no âmbito do trabalho com metais. O clima de suspeitas e preconceitos se percebe na criação de lendas e provérbios tendendo a por os ciganos sob mau conceito, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Caim, e portanto, malditos (Gênesis 9:25). Difundiu-se também a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Cristo (ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando assim mais dolorosa a crucificação do Senhor).
Dos preconceitos á discriminação, até chegar as perseguições. Na Sérvia e na Romênia foram mantidos em estado de escravidão por um certo tempo; a caça ao cigano aconteceu com muita crueldade e com bárbaros tratamentos. Deportações, torturas e matanças foram praticadas em vários Estados, especialmente com a consolidação dos Estados nacionais.
Sob o nazismo os ciganos tiveram um tratamento igual ao dos judeus: muitos deles foram enviados aos campos de concentração, onde foram submetidos a experiências de esterilização, usados como cobaias humanas. Calcula-se que meio milhão de ciganos tenham sido eliminados durante o regime nazista. Um exemplo entre muitos: o trem que chegou a Buchenwald em 10 de outubro de 1944 trazia 800 crianças ciganas. Foram todas assassinadas nas câmaras de gás do crematório cinco.
Não se sabe bem por qual razão, os nazistas permitiram que conservassem seus instrumentos musicais. A música serviu-lhes de último consolo. Um sobrevivente não cigano relembra uma passagem do ano de 1939 em Buchenwald: "De repente, o som de um violino cigano surgiu de uma das barracas, ao longe, como que vindo de uma época e de uma atmosfera mais feliz... Árias da estepe húngara, melodias de Viena e de Budapeste, canções de minha terra".
Atualmente, os ciganos estão presentes em todos os países europeus, nas regiões asiáticas por eles atravessadas, nos países do oriente médio e do norte da África. Na Índia existem grupos que conservam os traços exteriores das populações ciganas: trata-se dos Lambadi ou Banjara, populações semi-nômades que os "ciganólogos" definem como "Ciganos que permaneceram na pátria". Nas Américas e na Austrália eles chegaram acompanhando deportados e colonos.
Os primeiros ciganos vieram para o Brasil no século XVI, trazidos pela corte real de D. João VI para divertir a comitiva; sendo eles: cantores, músicos e dançarinos.
Kalon é o nome de uma tribo cigana que veio de Portugal e da Espanha com sua música flamenca. Outras tribos ou grupos foram os Rom vindos da Iugoslávia, Romênia e Hungria. A tribo Cósmica e Kiev vieram da Rússia. Existem mais de 50 tribos no mundo.
Recentes estimativas sobre a consistência da população cigana indicam uma cifra ao redor de 12 milhões de indivíduos.
Deve-se salientar que estes dados são aproximados, pois na ausência de censos, esses se baseiam em fontes de informação nem sempre corretas e confirmadas. Na Itália inicialmente o grupo dos Sintos representava uma grande maioria, sobretudo no Norte; mas nos últimos trinta anos esse grupo foi progressivamente alcançado e às vezes suplantado pelo grupo dos Rom provenientes da vizinha antiga Iugoslávia e, em quantidades menores, de outros países do leste europeu. Na Itália meridional já estava presente há muito tempo o grupo dos Rom Abruzzesi, vindos talvez por mar desde os Balcãs.
Um dos nomes mais freqüentemente dados aos ciganos era o de Egypcios. Por que esse nome? Por que os títulos de duque ou conde do Pequeno Egito adotados com freqüência pelos chefes ciganos? Uma crônica de Constâncio menciona os "Ziginer", que visitam, em 1438, a cidade de uma ilha "não distante do Pequeno Egito". Um dos principais centros na Costa do Peloponeso encontrava-se ao pé do monte Gype, conhecido pelo nome de Pequeno Egito.
Pode-se perguntar por que o local era chamado de Pequeno Egito. Não seria justamente por causa da presença dos Egypicios? O certo é que não pode se tratar do Egito africano. O itinerário das primeiras migrações ciganas não passa pela África do Norte. O geógrafo Bellon, ao visitar o vale do Nilo no século XVI, encontra, diz ele, pessoas designadas de Egypicios na Europa, pessoas que no próprio Egito eram consideradas estrangeiras e recém-chegadas.
Nenhum argumento histórico ou lingüístico permite confirmar a hipótese de algum êxodo dos ciganos do Egito, ao longo da costa africana para ganhar, pelo sul, a Península Ibérica. Ao contrário, os ciganos chegaram à Espanha pelo norte, depois de terem atravessado toda a Europa.
O cigano designa a si próprio como Rom, pelo menos na Europa (Lom, na Armênia; Dom, na Pérsia; Dom ou Dum, Síria) ou então como Manuche. Todos esses vocábulos são de origem indiana (manuche, ou manus, deriva diretamente do sânscrito) e significam "homem", principalmente homem livre. "Rom" e "Manuche" se aplicam a dois dos principais grupos ciganos da Europa Ocidental. Uma designação logrou êxito, a de uma antiga seita herética vinda da Ásia Menor à Grécia, os Tsinganos, dos quais subsistia - quando da chegada dos ciganos à terra bizantina - a fama de mágicos e adivinhos.
Os gregos diziam Gyphtoï ou Aigyptiaki; os albaneses, Evgité. Depois que partiram das terra gregas, ficou-lhes esse nome, sob diversas formas. O nome Égyptien era de uso corrente na França do séc. XV ao XVII. Em espanhol, Egiptanos, Egitanos, posteriormente Gitanos (de onde surgiu Gitans em francês); às vezes em português Egypicios; em inglês Egypcians ou Egypcions, Egypsies, posteriormente Gypsies; em neerlandês, Egyptenaren, Gipten ou Jippenessen.
Língua
A língua cigana (o romani) é uma língua da família indo-européia que, pelo vocabulário e pela gramática, está ligada ao sânscrito, eles não permitem sua divulgação e tradução para que os Gadjoes (não-ciganos) não conheçam seus segredos. Fazendo parte do grupo de línguas neo-indianas, é estreitamente aparentada a línguas vivas tais como o hindi, o goujrathi, o marathe, o cachemiri.
No entanto, eles assimilariam muitos vocábulos das línguas dos países por onde passaram.
Outros dialetos como o Caló também são usados por alguns grupos.
23 de junho de 2011
Caboclo das Setes Encruzilhadas Fala aos Umbandistas
Os quais peço as bênçãos do nosso Pai Maior, que é Deus!
Recebam esta religião como uma "Revelação Divina" porque é o que ela é.
Saibam todos que não fui o único fundador da Umbanda no Brasil, mas tão-somente um dos muitos espíritos aos quais foi confiada a missão de desvincular tanto do Espiritismo quanto do Candomblé as manifestações de Umbanda Sagrada.
A miscelânea de manifestações espirituais no inicio do século XX era tão intensa que, ou concretizávamos logo a nascente religião ou mais adiante tal tarefa seria impossível.
Se é memorável a minha manifestação em meu médium Zélio Fernandino de Morais, no entanto muitos outros mentores espirituais da Umbanda já se manifestavam em seus médiuns realizando um trabalho meritório nas mais distantes localidades desse imenso pais chamado Brasil, sede espiritual de todo o astral da religião de Umbanda.
Se fui privilegiado ao desvincular publicamente a Umbanda do Espiritismo e do Candomblé, no entanto não sou o único a ser aclamado, pois muitos mentores espirituais já vinham fazendo isto discretamente com seus médiuns, que um dia dançavam para os orixás e noutro trabalhavam com os amáveis pais-pretos, aos quais incorporavam para que eles dessem consultas num canto dos barracões onde se realizavam os cultos ancestrais.
Minhas reverências aos amados pais-pretos-velhos, detentores de méritos Divinos diante dos sagrados orixás, as nossas divindades de Deus!
Mas havia também a manifestação dos temidos pajés, que são os nossos amados pais da terra, que possuíam seus médiuns de forma estabanada, bravios e carrancudos, como são até hoje. Eles já atraíam aos seus trabalhos pessoas das mais diversas classes sociais, pois realizavam milagres com seus maracás, suas rezas indígenas e suas receitas infalíveis.
Minhas reverências aos amados pais da terra, detentores de méritos Divinos diante dos sagrados orixás, as nossas divindades de Deus!
Havia, também, a manifestação dos temidos senhores da "quimbanda", os nossos respeitados irmãos exus, que também incorporavam em seus médiuns e fascinavam quem os via e ouvia, pois eram, são e sempre serão incisivamente "humanos".
Minhas reverências aos nossos queridos, amados e respeitados Exus da Lei da Umbanda Sagrada, detentores de méritos diante de Deus, da sua Lei Maior e da sua Justiça Divina, já que são os esgotadores naturais de carmas individuais dentro do Ritual de Umbanda Sagrada.
Também havia muitas outras manifestações espirituais, tais como as dos mestres do catimbó, dos xangôs, das mesas, etc., que aconteciam mais no norte e nordeste do País, e que acontecem até hoje, pois prestam um inestimável trabalho de espiritualização de pessoas carentes de todos os níveis sociais e culturais.
Minhas reverências aos mestres e rezadores, detentores de méritos Divinos diante dos sagrados orixás, as nossas divindades de Deus! (Continua...)
Texto extraído do livro "Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada" de Rubens Saraceni.
10 de junho de 2011
Correntes Formadoras da Umbanda
As correntes formadoras da Umbanda Sagrada
A Umbanda tem em sua base de formação os cultos afros, os cultos nativos, a doutrina espírita kardecista, a religião católica e um pouco da religião oriental e também da magia, pois dentro de seus templos a magia negativa é combatida e anulada pelos espíritos que neles se manifestam incorporando nos seus médiuns.
Temos, portanto, as principais correntes religiosas e doutrinárias que formam a base da Umbanda.
1ª Corrente: Formada pelos espíritos nativos que aqui vivam antes da chegada dos estrangeiros conquistadores. Esses espíritos já conheciam o fenômeno da mediunidade de incorporação, pois o xamanismo já era praticado pelos seus pajés. Acreditavam na imortalidade dos espíritos, na existência de um mundo sobrenatural e na capacidade dos mortos de interferirem na vida dos encarnados. Também acreditavam na existência de divindades associadas a aspectos da natureza e da criação divina.
2ª Corrente: Temos aqui os cultos de nação africana, onde os sacerdotes praticavam rituais e magias para equilibrar as influências do mundo sobrenatural sobre o mundo terreno e também para equilibrar as pessoas. A Umbanda herdou dos cultos africanos seu panteão divino, tendo como seu culto às divindades de Deus um dos seus fundamentos religiosos, tendo desenvolvido rituais próprios de religamento do encarnado com sua Divindade Regente.
3ª Corrente: Formada pelos kardecistas de mesa, que incorporavam espíritos de índios, ex-escravos negros, etc.
4ª Corrente: Formada pelo catolicismo, onde usamos o sincretismo religioso, pelo qual a religião católica nos forneceu suas imagens que quando colocadas em nossos altares, facilitam o processo de transição dos católicos para a Umbanda.
Fonte: Apostila do Curso de Sacerdócio Ventos de Aruanda
O que é a Umbanda?
A Umbanda é fundamentada pelos espíritos incorporantes que conquistam a mente e o coração das pessoas, por meio do auxílio espiritual.
Por vontade dos seus mentores, a Umbanda incorporou os nomes iorubas das divindades, sua teogonia (conjunto de divindades de um povo), sua teofania (aparição ou revelação da divindade), sua cosmogonia (teoria da fundação do mundo) e sua androgenesia (ciência que estuda o desenvolvimento físico e moral da espécie humana), unificando todo o universo religioso umbandista.
Temos na Umbanda conhecimentos herdados das muitas nações africanas, os quais podemos verificar até nos nomes das linhas de trabalhos dos pretos-velhos: Congo, Angola, Guiné, Keto, Cambinda, Conga, Mina...
Temos também o conhecimento religioso dos índios.
Erês - na maioria são seres encantados, manipuladores naturais de energias elementares. Têm o poder de mexer com a psique dos médiuns e descontraí-los, aliviando seus subconscientes dos problemas do dia-a-dia.
Exu - abre caminho para que este universo magístico se manifeste com segurança.
Diversidade de nomes - um Orixá sendo cultuado por diversos nomes.
Mais tudo tem sua origem no mistério Trono de Deus!
Sete Tronos de Deus (Mistérios de Deus):
· Trono da Fé;
· Trono do Amor;
· Trono do Conhecimento;
· Trono da Justiça;
· Trono da Lei;
· Trono da Evolução;
· Trono da Geração.
A cada renovação religiosa e surgimento de uma nova religião, os sete tronos Divinos renovam os nomes dos membros de suas hierarquias, porque aquelas que alcançaram um grau e um poder multidimensional tanto podem ascender para graus celestiais (extraplanetários) quanto podem optar pela humanização do seu mistério individual e fundar uma nova religião na dimensão humana, como podem optar por espiritualizar-se e trazer consigo sua hierarquia pessoal, cujos membros encarnarão e acelerarão a evolução humana.
Humanizar-se é dar feições humanas às suas qualidades Divinas.
Espiritualizar-se é nascer para a carne e ascender em espírito aos níveis excelsos da faixa vibratória celestial, na qual atuará com Luminar da Humanidade. (Continua...)
Texto extraído do livro "Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada" de Rubens Saraceni.
8 de junho de 2011
ENTREVISTA COM DONA LYGIA CUNHA
Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
UMA ENTREVISTA COM DONA LYGIA CUNHA, NETA DE ZÉLIO DE MORAES E
RESPONSÁVEL PELA CONDUÇÃO DAS SESSÕES NA
TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA PIEDADE
No final do ano de 2007, descobri, por pura sorte, o perfil de um rapaz chamado Marcelo, que vinha a ser filho de Dona Lygia, neto de Dona Zilméia e bisneto de nosso já conhecido Zélio Fernandino de Moraes, a quem coube, ainda que alguns rejeitem, a CRIAÇÃO DE UMA NOVA RELIGIÃO, através da entidade que se apresentou como CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, nos idos de 1908, como já é do conhecimento de todos os que já passaram por este Blog ou leram esta parte da história da UMBANDA em outros lugares.
De início confesso que fiquei meio tímido para contatá-lo, tanto que levei alguns dias pensando se deveria ou não, como seria recebido, se teria alguma resposta, embora achasse que deveria fazê-lo pois, "viajando" por Comunidades como Orkut, MSN e outras, pude perceber que ainda são muitas as dúvidas que existem, não só sobre a figura de Zélio, do Caboclo e principalmente do CULTO RELIGIOSO que este batizou de UMBANDA. Além disto ainda havia encontrado, nessas viagens, as informações mais disparatadas sobre certos rituais que alguns afirmavam, até com "certa certeza"(?), que existiam nas práticas das Tendas fundadas por Zélio e o Caboclo Das Sete Encruzilhadas, a quem passarei a chamar de "CHEFE", como carinhosamente até hoje ele é tratado pela família e por aqueles que com eles se alinham.
Pois bem. Tomei coragem e entrei em contato com o Marcelo que me respondeu até além de minha expectativa, fornecendo-me endereços e telefones que, é óbvio, não serão aqui divulgados, de forma que eu pudesse me contatar com sua mãe, Dona Lygia Cunha, o que fiz. E quando o fiz pela primeira vez, por telefone, ela deve se lembrar que cheguei a me espantar por ficar sabendo que a família residira por muitos anos em um prédio bem defronte ao que eu moro (local em que ela estava neste momento e se preparava para a última gira do ano que ocorreria dois dias após) e, por coisas que a vida não explica, eu nunca soubera.
Conversamos por um bom tempo, minha proposta de preparar este questionário que se segue foi muito bem aceito e cheguei a combinar de estar presente nessa próxima sessão - o que infelizmente, por motivos particulares, não me foi possível - ficando eu de enviar-lhe as perguntas por e-mail para que sobre elas refletisse e escolhesse sobre o que gostaria de escrever, acrescentar, modificar ou não, e tivesse tempo suficiente para até mesmo, em caso de necessidade, buscar subsídios junto a sua mãe, Dona Zilméia, sobre assuntos de que talvez não tivesse conhecimento - coisas que teriam acontecido quando ainda muito jovem e não tinha assumido seu cargo atual dentro da Tenda.
Com todas as suas ocupações de mãe, avó, dona de casa, da Tenda, etc., etc., Dona Lygia, pacientemente, nos forneceu respostas às principais perguntas que, de acordo com minhas "viagens" antes citadas, me pareciam necessárias para melhores informações, já que como vemos, muitos têm os acontecimentos de 15 e 16 de novembro de 1908 como marco inicial da Umbanda, mas mesmo entre esses, uma grande parte não sabe como foi ou é a Umbanda preconizada pelo CHEFE.
As perguntas e respostas que se seguem foram as que de mais importância via eu no momento, e as estou colocando da mesma maneira que foram e vieram, ou seja, SEM INTERPRETAÇÕES PESSOAIS MINHAS.
Peço a todos que tiverem acesso a este Blog que leiam, pensem, repensem, comparem com o que têm lido por aí, compreendam e divulguem o valor histórico deste testemunho, bem assim como sua seriedade e agradeço verdadeiramente à Dona Lygia, seu filho Marcelo e sua esposa Simone, Dona Zilméia e toda a família por tão bem terem recebido esta proposta.
QUESTIONÁRIO
PERGUNTA: Há pouco tempo em uma revista de Umbanda saiu uma reportagem na qual D. Zilméia teria dito que matavam um porco para Ogum uma vez por ano e que isso era feito desde os tempos do senhor Zélio. Por tudo que já conhecia da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilahdas, sempre soube que sacrifícios animais eram proibidos pelo Caboclo . Como se explica então essa "imolação de um porco para Ogum" , se nem seria este o animal adequado, de acordo com os rituais afro?
OBS: Esse comentário deu origem a diversos debates em que os africanistas afirmavam que o Caboclo das Sete Encruzilhadas também fazia sacrifícios.
RESPOSTA: O ritual para elaboração da comida de Ogum foi trazido por Orixá Malet (uma das entidades que atuavam junto ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, também através de meu avô) que seria obrigatoriamente um sarapatel.
O sarapatel era feito com os miúdos de um porco castrado, por isso usava-se o animal c/ esta característica. Ele era morto por uma pessoa de fora do terreiro, fora da TENSP, habilitado e contratado p/tal. A carne era usada como alimento para qualquer refeição.
Isto seria sacrifício?
Hoje não mais existe esta contratação e a comida é feita, como para todos os orixás, compra-se os ingredientes nos mercados.
E quanto a sua dúvida, não ser o porco adequado nos rituais afro, nada sei, nós estamos falando da Umbanda do Caboclo.
NÃO FAZEMOS SACRIFÍCIOS, qualquer dúvida é só visitar-nos.
PERGUNTA: Sobre Exus: Como eram e são agora compreendidos os Exus na visão da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas? Já trabalham com eles? O que os fez mudar, se assim procedem?
Pergunto isso porque há um texto na Internet em que o próprio Zélio explicava como o CHEFE e ele viam os Exus e o porquê de não trabalharem com eles.
RESPOSTA: Os Exus eram e são compreendidos da mesma forma, desde a fundação da TENSP, não houve qualquer mudança. Não há sessões de Exus. Continuam sendo, como dizia o Caboclo, os soldados, os trabalhadores do nosso Terreiro, são chamados somente quando necessário, normalmente nas descargas ou em outros trabalhos de defesa contra a magia.
PERGUNTA: Iniciei em um Centro Espírita que, embora kardecista em sua raiz, tinha sessões de umbanda mesa branca e que dizia seguirem a Umbanda preconizada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. Nesse Centro não havia velas, atabaques, fumo ou Congá. Era assim na TENSP? O que mudou desde então para vocês que estão mais próximos da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas?
RESPOSTA: A TENSP sempre trabalhou com velas, pemba, ponteiros, fumo, defumadores, temos gongá, que nada mais é que um altar c/ imagens de santos, nunca usamos atabaques. Trabalha-se também com pontos firmados que são usados nas sessões e os pontos cantados, sem qualquer acompanhamento instrumental, só voz. Para o nosso entender nada mudou na TENSP. Se houve mudanças em Tendas criadas por meu avô, isto não é de nossa alçada. Nós continuamos fiéis aos ensinamentos e preceitos do Chefe (como também chamamos o Caboclo das Sete Encruzilhadas) e esta será sempre a nossa luta.
PERGUNTA: Como é feita a iniciação de médiuns na Tenda? Quando eles são considerados prontos?
RESPOSTA: Existem na TENSP as chamadas Sessões de Desenvolvimento sob a responsabilidade de um Babá da casa, ajudado por outros médiuns antigos. As sessões dividem-se em duas partes, uma teórica e outra prática, na qual a incorporação dos médiuns em desenvolvimento é trabalhada. Após algum tempo participando desses trabalhos são considerados semi-prontos pela indicação do Guia Chefe. Após esta indicação, deverão ser burilados nas Sessões de Caridade, muitas vezes trabalhando como médiuns de atração, até receberem ordem p/ trabalharem na casa, dando passes.
Não há tempo marcado e cada um tem o seu tempo p/desempenhar tal tarefa.
PERGUNTA: Tendo a Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas tomado como ponto de partida os ensinamentos kardecistas, eu perguntaria em que momento as oferendas e/ou obrigações com comidas ou de outro qualquer tipo começaram a fazer parte dos rituais?
RESPOSTA: Apesar da primeira manifestação pública do Caboclo da Sete Encruzilhadas ter se dado na Sede da Federação Espírita de Niterói, as práticas da Umbanda não partiram de ensinamentos kardecistas, até porque os kardecistas de então, rejeitavam as manifestações de pretos velhos e caboclos por considerarem "espíritos pouco evoluídos". Aliás, o próprio Caboclo foi convidado a deixar o recinto na ocasião de sua incorporação. Não quero dizer com isto que rejeitemos os ensinamentos de Kardec. Os usamos para entender as questões relacionadas aos processos de evolução espiritual, reencarnação, etc. ... e temos profundo respeito pelas práticas dos kardecistas.
Nossas práticas partiram dos ensinamentos que foram trazidos pelo próprio Chefe, por Pai Antonio e posteriormente por Orixá Malet (entidades recebidas por meu avô).
E quanto a sua pergunta sobre oferendas, etc. ..., foi a partir da chegada do Orixá Malet (segundo informações da minha mãe ).
PERGUNTA: Orixá Malê - Vocês devem ter tido bastante contato com essa entidade. Poderiam me responder se era uma entidade ligada ao africanismo? Seria ele um desses que se acostumou a chamar de "capangueiro de orixá"? Ou apenas uma entidade da linha de Ogum Malê? Ele era um espírito (que tivesse vivido antes na terra) ou um elemental/orixá como compreendem os ritos de candomblé?
RESPOSTA: Eu infelizmente não tive muito contato com Orixá Malet, pois era muito jovem e não freqüentava assiduamente as suas sessões, os seus trabalhos.
Orixá Malet não era ligado ao africanismo, nem "capangueiro de orixá", como você questiona. Ele era malaio e se apresentou com este nome, foi o guia que veio p/ resolver "as demandas" do Centro e da própria Umbanda em seu nascedouro. Falava pouco e sua comunicação se dava predominantemente por gestos, era bastante rápido e exigente nas suas ações e nos trabalhos que realizava. Como se apresentava como malaio e pelas descrições de sua aparência, acredito que tenha tido uma existência terrena como o Chefe e Pai Antônio.
PERGUNTA: O que vocês teriam a dizer dessas falanges que estão aparecendo na Umbanda como: Ciganos, Malandros, Boiadeiros, Lixeiros, Mendigos, Caipiras ...?
RESPOSTA: Sobre as falanges que você pergunta:
Ciganos, malandros e boiadeiros------- temos conhecimento.
Lixeiros, mendigos e caipiras----------- nunca ouvi falar, nada sei sobre elas.
Na TENSP não trabalhamos com nenhuma delas, embora eventualmente alguma entidade possa se manifestar c/ trejeitos típicos de malandros e também com movimentos de um boiadeiro.
PERGUNTA: Qual a opinião de vocês quanto ao uso de paramentos, vestimentas que caracterizam certas entidades (boiadeiros, exus, caboclos), como cocares, chapéus de couro, chicotes, laços e outros dentro dos rituais de Umbanda?
RESPOSTA: Esta Umbanda com paramentos não conheço, não usamos e particularmente não vejo necessidade de roupas, adereços ou qualquer tipo de fantasias.
PERGUNTA: Qual a opinião atual de vocês sobre as vestimentas que devem usar os médiuns para trabalhos dentro da Umbanda? O que mudou desde o CDSE para cá?
RESPOSTA: A nossa Umbanda continuará a usar um uniforme simples, como é desde a sua fundação. Para as mulheres um vestido branco c/ comprimento normal complementado com um calção por baixo até o joelho e, os homens calça comprida branca e camisa branca. Por praticidade esta camisa vem sendo substituída por um jaleco branco simples.
Trabalhamos descalço. Os médiuns usam uma fita vermelha na cintura e os cambonos uma fita verde.
PERGUNTA: O Ponto riscado do Caboclo das Sete Encruzilhadas é uma encruzilhada encimado por um coração transpassado por uma flecha?
Mais algum detalhe?
RESPOSTA: O ponto riscado do Caboclo é um coração transpassado por uma flecha somente.
PERGUNTA: Qual a opinião de vocês sobre essa volta do CDSE anunciada pela médium Adriana Berlinsky que escreveu recentemente dois livros aos quais ainda não tive acesso, que teriam sido psicografados pelo CHEFE?
RESPOSTA: O Caboclo continua tendo o seu Centro, a TENSP, com excelentes médiuns incluindo a filha carnal de Zélio de Moraes, sem qualquer mudança nas suas diretrizes e práticas desde a sua criação. Assim sendo me causa certo estranhamento que ele possa ter escolhido um médium sem nenhum contato com esta casa para se manifestar. Além disso, segundo informações recebidas através de outras entidades que com ele trabalhavam na TENSP, o Chefe, após cumprir sua missão junto a Zélio de Moraes, já estaria em esferas ainda mais elevadas do astral superior, não mais realizando trabalhos em nosso plano.
PERGUNTA: Após o falecimento de Zélio, já tiveram alguma notícia dele, do Caboclo das Sete Encruzilhadas ou de Pai Antônio, ou de qualquer outra entidade que com ele trabalhasse?
RESPOSTA: Sim, o meu avô já esteve conosco, a sua última mensagem foi em novembro de 2007 na abertura da Sessão do Amaci.
O Caboclo aparece para nós, em momentos muito especiais em nosso Terreiro e os médiuns videntes percebem sua presença manifestada na forma de um clarão de luz azul. Os seus recados são trazidos através de caboclos e/ou pretos em algumas ocasiões.
Pai Antônio já incorporou algumas vezes com minha mãe, também em nossas sessões, trazendo muita alegria e uma imensa saudade.
PERGUNTA: Há pouco tempo tive a oportunidade de ler em uma certa Comunidade do Orkut que talvez lhes interessasse (aos membros dessa comunidade) comprar a casa onde morou o Sr. Zélio, em Neves, para que ali fosse criado uma espécie de marco do início da Umbanda, mas que alguém que teria ido ao local teria se deparado com uma pessoa que, embora da família, seria evangélica e nada interessada em Umbanda ou qualquer coisa parecida. Vocês têm conhecimento desses fatos (da possível compra e da pessoa que lá reside)?
RESPOSTA: Freqüenta hoje o terreiro da TENSP uma das pessoas da comitiva que esteve em visita a casa. Existia sim esta idéia, mas não sei como surgiu. A pessoa que os recebeu é católica (sic) e não evangélica e é bisneta da tia Zilka (única irmã de meu avô). São os atuais moradores da casa, seus pais e irmãos.
O meu avô nunca foi favorável a qualquer culto a sua personalidade ou a valorização de algo material ligado a Umbanda, como um imóvel, por mais importante que seja para a nossa história.
Assim sendo nos arrepia a idéia de um "Museu da Umbanda" ou coisa parecida, com fotos, objetos de meu avô ou algo similar. Uma "casa de Umbanda" só tem sentido para nós se for para a prática da caridade e para isto, como diria o Chefe, basta a copa de uma árvore.
PERGUNTA: A que fatos ou interpretações vocês atribuem essa diferenciação tão grande de Umbandas hoje existentes e a essas afirmações de que: "Já existia Umbanda antes do Caboclo das Sete Encruzilhadas e que ele não teria criado a Umbanda e sim anunciado ou mesmo, como afirmam outros, socializado?".
RESPOSTA: Em relação às diferenças acredito no lema "cada cabeça uma sentença". A Umbanda não é dogmática porque o Chefe assim o quis. Não foi criada uma doutrina, talvez para permitir que aquele que seja dotado de mediunidade e afeito aos seus ideais possa se tornar um trabalhador de suas causas. A coisa mais importante é que paute suas práticas na humildade, no amor e na caridade.
Nós na TENSP procuramos manter as práticas como nos foram ensinadas pelas entidades recebidas por meu avô. Para cada uma delas existe uma razão, uma justificativa nem sempre muito clara.
Procuramos ser um esteio do que foi preconizado por estas entidades, entretanto sem termos a pretensão de sermos melhores que quaisquer outros.
Quanto a existência da Umbanda antes do Caboclo, só podemos falar por aquilo que está na nossa história e o que nos foi ensinado:
A Umbanda é uma religião brasileira que incorpora elementos de todos os povos constituintes de nossa nação, especialmente do índio, do negro e do branco europeu, nascida por ordem do astral superior, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas voltada principalmente para a prática da caridade.
Seu nascimento se deu em São Gonçalo – RJ em 15 de novembro de 1908 no bairro de Neves.
PERGUNTA: Que tipo de mensagem vocês gostariam de deixar para os Umbandistas de todas as vertentes atuais?
RESPOSTA: Importante é que tenham pureza em seus corações. A fé é a maior alavanca. A Umbanda para nós sempre será baseada na simplicidade, no amor, na caridade e principalmente na humildade. Nunca se afastem desses ensinamentos.
Façam sempre suas orações pedindo orientação aos mestres espirituais.
Salve Oxalá e que Ele os abençoe.
Lygia Cunha
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1- Todo este texto, após montado, foi remetido para Dona Lygia para que tivesse sua aprovação e recebesse qualquer emenda que bem achasse necessária.
2- As fotos que acompanham a matéria (algumas das muitas que foram enviadas à família) foram feitas em 26/04/2008, durante a Sessão em homenagem a Ogum e com permissão de Dona Lygia por quem fui muito bem recebido.
3- Que se observem, através das fotos, o tipo de indumentária utilizada pelos médiuns, bem como a ausência de atabaques no recinto do terreiro, o que desmente peremptoriamente muitos dos comentários expostos em mídias.
4- Como fiquei sabendo lá mesmo, em breve a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade terá seu Site na Internet e, assim que ficarmos sabendo o endereço, ele será aqui exibido.
Que OXALÁ NOS ABENÇOE E ILUMINE A TODOS, são também meus sinceros votos !
O Texto acima foi retirado do site:
http://www.umbandasemmedo.blogspot.com/
Na data de 07 de Maio de 2008
23 de maio de 2011
Pedras dos Orixás
Pai Oxalá
Quartzo Branco, Cristal, Galena, Calcita Óptica, Diamante, Topázio Branco, Albita, Howlita Branca.
De preferência utilizamos nos congás ao lado da imagem de Pai Oxalá uma Druza de Cristal, que após as devidas irradiações irradiará alguns dos fatores de nosso Divino Pai Oxalá.
Mãe Oyá-Tempo
Cristal Fumê, Cristal Rutilado, Cristal Fanton, Sodalita
Mãe Oxum
Quartzo Rosa, Turmalina Rosa, Leptodolita, Rodocrosita
Pai Oxumaré
Fluorita Arco-Íris, Turmalina Melância, Labradorita
Pai Oxóssi
Quartzo verde, Jaspe verde, Turmalina verde, Esmeralda, Amazonita, Crisopázio
Mãe Obá
Madeira Petrificada, Rosa do Deserto
Pai Xangô
Jaspe Vermelho, Olho de Tigre, Granada, Pirita, Estaurolita, Bronzita, Bauxita
Mãe Egunitá
Ágata de Fogo, Calcita Laranja, Topázio Imperial
Pai Ogum
Hematita, Sodalita, Cianita Azul, Granada, Magnetita, Azurita
Mãe Iansã
Citrino, Enxofre, Eliodro
Pai Obaluaiê
Turmalina Negra, Quartzo Branco, Basalto
Mãe Nanã
Ametista, Fluorita Lilás, Sugilita, Mica Lilás, Charoita
Mãe Iemanjá
Água Marinha, Topázio Azul, Calcedônia, Quartzo Azul
Pai Omolu
Ônix, Cacochinita
Pedras Utilizadas pelas Linhas de Trabalho
Pretos-Velhos
Turmalina Branca, Turmalina Negra, Jaspe Negra, Vassoura de Bruxa.
Lembrando que todas as pedras usadas para os Orixás Anciões são comunente utilizada pela Linhas dos Pretos-Velhos.
Crianças
Quatzo Branco, Quartzo Azul, Quartzo Rosa, Citrino, Cristais, Fluorita Arco-Íris
Baianos
Crstal, Citrino, Jaspe Vermelho, Olho de Tigre, Pirita, Hematita, Granada
Ciganos
Cristal, quartzo rutilado, ágata do fogo, calcita laranja, olho de tigre
Marinheiros
Água Marinha, Granada, Sodalita, Hematita, Quartzo Azul
Caboclos
Jaspe Verde, Esmeralda, Amazonita, Madeira Petrificada,
Boiadeiros
Olho de Boi, Cristal, Sodalita, Quartzo Fumê, Hematita, Quartzo Rutilado, Sodalita
Exús
Ônix Preto, Hematita, Vassoura de Bruxa, Mica Preta, Yangi
Pombagiras
Mica Rosa, Mica Vermelha, Cornalina, Quartzo Rosa, Granada, Olho de Gato, Geodos de Ágata de Fogo
Lembrando que a utilização de pedras e elementos respeitam a Rêgencia de cada Guia, além de respeitar a doutrina de cada Templo ou Terreiro.
As pedras são grandes condensadores de energias, irradiando energias positivas e absorvendo energias negativas, de acordo com suas prioridades energéticas.
O uso religioso das pedras advém de um passado remoto e são grandes fontes de axé para os terreiros e seus possuidores.
A Umbanda nos fornece diversos elementos magísticos, e é nosso dever conhecê-los e utilizá-los em nosso benefício e em benefício de nossos semelhantes.
"Umbanda tem fundamento, é preciso preparar."
Sobre a Umbanda
A Umbanda é uma religião nova, com cerca de um século de existência.
Ela é sincrética e absorveu conceitos, posturas e preceitos cristãos, indígenas e afros, pois estas três culturas religiosas estão na sua base teológica e são visíveis ao bom observador.
Uma data é o marco inicial da Umbanda: a manifestação do Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio Fernandino de Morais ocorrida no ano de 1908, diferenciando-a do espiritismo e dos cultos de nação Candomblé de então.
A Umbanda tem suas raízes nas religiões indígenas, africanas e cristã, mas incorporou conhecimentos religiosos universais pertencentes a muitas outras religiões.
Umbanda é o sinônimo de prática religiosa e magística caritativa e não tem a cobrança pecuniária como uma de suas práticas usuais. Porém, é licito o chamamento dos médiuns e das pessoas que freqüentam seus templos no sentido de contribuírem para a manutenção deles ou para a realização de eventos de cunho religioso ou assistencial aos mais necessitados.
A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamento de orixás e não tem nessa prática legitima e tradicional do Candomblé um dos seus recursos ofertatórios às divindades, pois recorre às oferendas de flores, frutos, alimentos e velas quando as reverencia.
A Umbanda não aceita a tese defendida por alguns adeptos dos cultos de nação que diz que só com a catulagem de cabeça e só com o sacrifício de animais é possível as feituras de cabeça (coroação do médium) e o assentamento dos orixás, pois, para a Umbanda, a fé é o mecanismo íntimo que ativa Deus, suas divindades e os guias espirituais em beneficio dos médiuns e dos freqüentadores dos seus templos.
A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda e suas práticas ofertatórias isentas de sacrifícios de animais são uma reverencia aos orixás e aos guias espirituais, recomendando-as aos seus fiéis, pois são mecanismos estimuladores do respeito e da união religiosa com as divindades e os espíritos da natureza ou que se servem dela para auxiliarem os encarnados.
A Umbanda não é uma seita, e sim um religião, ainda meio difusa devido à aceitação maciça de médiuns cujas formações religiosas se processaram em outras religiões e cujo usos e costumes vão sendo diluídos muito lentamente para não melindrar os conceitos e as posturas religiosas dos seus novos adeptos, adquiridos fora da Umbanda, mas respeitados por ela.
A Umbanda não apressa o desenvolvimento doutrinário dos seus fiéis, pois tem no tempo e na espiritualidade dois ótimos recursos para conquistar o coração e a mente dos seus fiéis.
A Umbanda tem na mediunidade de incorporação a sua maior fonte de adeptos, pois a mediunidade independe da crença religiosa das pessoas e, como a maioria das religiões, condena os médiuns ou segrega-os, taxando-os de pessoas possessas ou desequilibradas, então a Umbanda não tem que se preocupar, pois sempre será procurada pelas pessoas possuidoras de faculdades mediúnicas, principalmente a de incorporação.
A Umbanda tem de preparar muito bem os seus sacerdotes para que estes acolham em seus templos todas as pessoas possuidoras de faculdades mediúnicas e as auxiliem no desenvolvimento delas, preparando-as para que futuramente se tornem, também elas os seus futuros sacerdotes.
A Umbanda tem na mediunidade de incorporação o seu principal mecanismo de prática religiosa, pois, com seus médiuns bem preparados, assiste seus fiéis, auxilia na resolução de problemas graves ou corriqueiros, todos tratados com a mesma preocupação e dedicação espiritual e sacerdotal.
A Umbanda é uma religião espírita e espiritualista. Espírita porque está, em parte, fundamentada na manifestação dos espíritos guias. E espiritualista porque incorporou conceitos e práticas espiritualistas (referentes ao mundo espiritual), tais como magias espirituais e religiosas, culto aos ancestrais Divinos, culto religioso aos espíritos superiores da natureza, culto aos espíritos elevados ou ascencionados e que retornam como guias-chefes, para auxiliar a evolução das pessoas que freqüentam os templos de Umbanda.
A Umbanda, por ser sincrética, não alimenta em seu seio segregacionismo religioso de nenhuma espécie e vê as outras religiões como legitimas representantes de Deus. E vê todas como ótimas vias evolutivas criadas por Ele para acelerarem a evolução da humanidade.
A Umbanda não adota práticas agressivas de conversão religiosa, pois acha estes procedimentos uma violência consciencial contra as pessoas, preferindo somente auxiliar quem adentrar em seus templos. O tempo e o auxílio espiritual desinteressado ou livre de segundas intenções tem sido os maiores atrativos dos fiéis umbandistas.
A Umbanda crê que sacerdotes que exigem a conversão ou batismo obrigatório de quem os procura (pois só assim poderão ser auxiliados por eles e por Deus) com certeza são movidos por segundas intenções e, mais dia menos dia, as colocarão para quem se converteu para serem auxiliados por eles. (Veja famosos pastores mercantilistas eletrônicos ou alguns supostos sacerdotes de cultos que vivem dos boris e dos ebós que recomendam incisivamente aos seus fiéis, tornando-os totalmente dependentes dessas práticas caso queiram algum auxílio espiritual ou religioso).
A Umbanda prega que os espíritos elevados (os seus espíritos guias) são dotados de faculdades e poderes superiores ao senso comum dos encarnados e tem neles um dos seus recursos religiosos e magísticos, recorrendo a eles em suas sessões de trabalho e tendo neles um dos seus fundamentos religiosos.
A Umbanda prega que as divindades de Deus (os orixás) são seres Divinos dotados de faculdades e poderes superiores aos dos espíritos e tem nelas um dos seus fundamentos religiosos, recomendando o culto a elas e a prática de oferendas como uma das formas de reverenciá-las, já que são indissociadas da natureza terrestre ou Divina de tudo o que Deus criou.
A Umbanda prega a existência de um Deus único e tem nessa sua crença o seu maior fundamento religioso, ao qual não dispensa em nenhum momento nos seus cultos religiosos e, mesmo que reverencie as divindades, os espíritos da natureza e os espíritos ascencionados (os guias-chefes), não os dissocia D'Ele, o nosso Pai Maior e nosso Divino Criador.
Texto extraído do livro "Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada" de Rubens Saraceni
22 de maio de 2011
Fita 52 - Zélio de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas
História da Umbanda
Comentários de Alexandre Cumino
Durante o período em que estava organizando material e escrevendo o livro “História da Umbanda”, foi chegando muito material em minhas mãos, além do que já dispunha por meio de anos garimpando em sebos e sites de busca, sobre registros antigos de nossa religião. De tudo que consegui coletar, sem duvida, um dos materiais que mais me impressionou foram as gravações feitas com Zélio de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas, por Lilia Ribeiro da TULEF. Uma cópia das entrevistas, feitas por ela para o Jornal Macaia, me foram entregues por Mãe Maria de Omulu, da Casa Branca de Oxalá. Duas destas gravações foram colocadas na integra no livro “História da Umbanda” junto com mais dois fragmentos de outras gravações. Tive a oportunidade de ouvir estes áudios junto de Lygia Cunha e Leonardo Cunha dos Santos (Neta e Bisneto de Zélio de Moraes), atuais dirigentes da Tenda Espirita Nossa Senhora da Piedade, o que foi uma grande emoção. Os textos são longos, mescla-se ora a voz de Zélio e ora a voz do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Zélio já está com idade avançada e ainda assim é possível perceber, no timbre de sua voz e na pronuncia, determinação, convicção e fé em cada palavra. Foram editadas algumas partes do texto original, por uma questão de espaço físico, o que não quebra nem muda seu contexto ou mensagem que fala por si mesma e não deixa duvidas com relação ao conteúdo que se faz expressar nas palavras do “Pai da Umbanda” – como bem coloca Pai Ronaldo Linares.
A gravação abaixo (Fita 52) foi realizada em Novembro de 1971, no 63º aniversário da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e da Religião de Umbanda no Brasil. Gravação feita por Lilia Ribeiro para o Boletim Macaia (informativo da TULEF). Parte desta gravação já foi transcrita também pelo autor Jota Alves de Oliveira em seu no título Umbanda Cristã e Brasileira (Ed. Ediouro, s.d.) e desta foi para muitos outros informativos e publicações. Na abertura da gravação ouvimos o ponto de chamada do Caboclo das Sete Encruzilhadas (“Chegoou, Chegoou com Deus; Chegou, Chegou o Caboclo das Sete Encruzilhadas”). O texto começa com Zélio de Moraes falando “ao meu lado está o Caboclo das Sete Encruzilhadas”, a impressão que dá é que ele está ouvindo e repetindo as palavras do Sr. Sete Encruzilhadas, para, logo em seguida este lhe tomar a frente da comunicação. Este é um dos poucos registros em que, de forma direta e incisiva, é abordada a criação e o nascimento da Religião de Umbanda, por seu idealizador e praticante primeiro:
Queridos irmãos, ao meu lado está o Caboclo das 7 Encruzilhadas para dizer a vocês que esta Umbanda tão querida de todos nós, fez ontem 63 anos, que na Federação Kardecista do estado do Rio, presidida por José de Souza, conhecido por Zeca e rodeado de gente velha, homens de cabelos grisalhos. Um enviado de Santo Agostinho chamou meu aparelho, me chamou, para sentar a sua cabaceira. Trazia uma ordem, fora jesuíta até aquele momento, chamava-se Gabriel Malagrida, daquele instante ele ia criar a Lei da Umbanda, onde o preto e o caboclo pudessem manifestar. Porque ele não estava de acordo com a Federação Kardecista, que não recebia pretos nem caboclos. Pois se o Brasil - o que existia no Brasil eram caboclos, eram nativos - se no Brasil, quem veio explorar o Brasil, trouxe para trabalhar, para engrandecer este país, eram os pretos da costa da África, como é que uma Federação Espírita não recebia caboclo nem preto?
Então disse eu, disse o espírito, amanhã na casa de meu aparelho na Rua Floriano Peixoto 30, será inaugurado uma Tenda Espírita com o nome de Nossa Senhora da Piedade, que se chamará Tenda de Umbanda, onde o preto e o caboclo pudessem trabalhar.
Houve balburdia embora eles reconhecessem a mediunidade que eu trazia, mas eu era muito moço pois tinha feito 17 anos e por doença fui levado a federação, porque os médicos não me davam jeito.
Então este espírito que nós chamamos, O Chefe, o Caboclo das 7 Encruzilhadas, implantou na federação, chamando aqueles senhores, todos de cabelos grisalhos, senhores de responsabilidade, para assistirem a sessão na rua Floriano Peixoto nº 30. E o presidente da federação perguntou:
¬_ E o meu irmão vai acreditar que lá tenha alguém amanhã?
A minha resposta, a resposta do caboclo:
“_ Botarei no cume de cada montanha que circula Neves, uma trombeta tocando, anunciando a existência de uma tenda espírita onde o preto e o caboclo pudessem trabalhar”
Foi a 15 de Novembro de 1908, no dia 16 de novembro a nossa casa ficou cheia, e eu posso dizer aos meus irmãos, só fiz levado por este espírito que é o nosso guia porque eu não queria aceitar, eu estava sem saber, achando uma coisa extraordinária. Eu ia assumir uma responsabilidade de ter uma Tenda Espírita, de receber um guia pra fazer que os doutos, doutores fossem lá, buscar a cura de seus entes queridos. Pois meu irmão, tudo isto fiz eu, o meu anunciar da tenda foi tomar o meu aparelho e começar a produzir, a curar aqueles que estavam lá, ou fosse por isso, ou fosse por aquilo, mas Deus que é sumamente misericordioso levou um cego e outras pessoas, como também paralíticos, na Tenda da Piedade, na minha frente, eu disse à vista de todos: “Se tem fé levanta e caminha, porque quando chegar perto de mim estarás curado”. (Aqui é possível perceber grande emoção na voz de Zélio)...
[...] “_ Você, feche os olhos para a casa dos seus vizinhos, feche a boca para não murmurar com quem quer que seja, não julgues para não ser julgado, pense em Deus que a paz entrará na sua casa.”
[...] Por isso meus irmãos, criei 7 tendas na Capital da Republica no Distrito Federal, a 1ª foi criada e entregue a nossa irmã Gabriela, mais tarde 2 anos ou 3 anos depois passei para José Meireles, que foi também, que era um deputado federal, que foi em busca de cura de sua filha... enfim, criei 7 Tendas.
[...] Depois delas funcionarem, depois de tirar os médiuns dessa tenda (Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade) para que os médiuns pudessem trabalhar em outras tendas, formadas estas tendas vamos criar a Federação de Umbanda no Brasil. Chamei Idelfonso Monteiro, Maurício Marcos de Lisboa, Major Alfredo Marinho Ravache, hoje General, era major naquele tempo, enfim, botei 5 pessoas para se fazer a Federação de Umbanda no Brasil ( FEUB - Federação Espírita de Umbanda do Brasil, que seria mais tarde UEUB – União Espírita de Umbanda do Brasil).
[...] Mais tarde a Tenda da Piedade continuou a trabalhar contando com a assistência deste aparelho que falo, continuou a produzir, a curar, porque a cura de loucos nestes 63 anos, trabalhando para uma casa de saúde, que os médicos nos procuravam, iam a nossa casa, a casa do meu aparelho para pedir, para saber quais os loucos que tinham cura, dando os nomes e apontando: “_ Esse, esse, esse e esse tem cura, os outros não, porque esses são atuados por espíritos e nós vamos afastar estes espíritos e a maluquice passa.”
Veio então mais tarde a formação de um jornal de propaganda para a nossa Umbanda (Jornal de Umbanda), ai contamos com o secretario da tenda, Luiz Marinho da Cunha, contamos com Leal de Souza e outros que eram fervorosamente espíritas, pelas coisas que ele sentiu e pelas coisas que ele recebeu, das graças de Deus, transmitidas por nós a sua pessoa. E meus irmãos, a Umbanda continua, nasceu em 1908 na Federação Kardecista de Niterói, está lá escrito, presidida por José de Souza, que conheciam por Zeca que era chefe do Toc Toc... em Niterói... José Tavares, José enfim uma quantidade (de pessoas) que está tudo escrito.
E a Umbanda começou em 1908 na Federação Kardecista de Niterói! Hoje, a Umbanda está em todos os estados porque médiuns daqui saíram para o Rio Grande porque não pude levar o meu aparelho lá, mas levei ao estado do Rio, levei a São Paulo onde criei mais de 20 tendas, em Minas, enfim, no Espirito Santo também tem, de curas que fez lá e foi necessário se fazer tendas espíritas da nossa Umbanda querida nestes estados.
[...] E é preciso ter muito cuidado, haver moral, para que a Umbanda progrida e seja uma Umbanda de humildade, amor e caridade. É esta a nossa bandeira. E acreditem vocês meus irmãos, acreditem vocês, que neste momento me rodeiam diversos espíritos que vem trabalhando na Umbanda do Brasil.
Porquê havia necessidade, não vim por acaso não, eu trouxe uma ordem uma missão, porque venho a muito tempo dizendo aquilo que ia acontecer, desde o terremoto de Lisboa em 1755[1] até este momento e tudo aquilo que eu dizia que ia acontecer acontecia.
Pois bem sejam humildes tragam amor no coração, mas amor de irmão para irmão porque as vossas mediunidades ficarão muito mais limpas e puras, útil a qualquer espírito superior que possa baixar. Que os vossos aparelhos estejam sempre limpos, que os vossos instrumentos estejam sempre afinados com as virtudes que Jesus pregou na Terra para que tenhamos boas comunicações, boas proteções, para todos aqueles que possam vir em busca de socorro nas nossas casas de Umbanda, nas nossas casas de caridade em todo Brasil.
Meus irmãos, este aparelho está velho já com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18, se eu disser que eu o ajudei para que ele pudesse se casar, para que ele não pudesse andar dando cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável, como eu disse na federação e está lá escrito, fui procurar as mediunidades que ele tinha para fazer a nossa Umbanda no Brasil, e todos estes, a maior parte ou todos estes que trabalham em Umbanda se não passaram por esta tenda, passaram por filhos saídos desta tenda que criaram outros terreiros.
[...] Eu meu irmão, como o menor espírito que baixou nesta terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita de espíritos que me rodeiam neste momento, que eles sintam a necessidade de cada um e ao saírem deste templo de caridade, que vocês encontrem os caminhos abertos, os vossos enfermos melhorados e curados e a saúde para sempre nas vossas matérias.
Com paz saúde e felicidade, com humildade amor e caridade, sou e serei sempre o humilde Caboclo das 7 Encruzilhadas.
Obs.: Aqui no final do ultimo parágrafo é possível ouvir a emoção nas palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas, nos parece emoção esta compartilhada com Zélio de Moraes. Temos a sensação, nas ultimas palavras, de que o médium se encontra em lágrimas, algo que igualmente emociona quem tem o privilégio de ouvir este documento vivo de nossa amada Umbanda.
[1] Aqui são palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas que em vida foi o Jesuíta, Frei Gabriel de Malagrida, que previu este terremoto, perseguido pelo Marques de Pombal, foi vitima de intrigas que o levaram á fogueira da “Santa Inquisição”, tendo por acusação maior ter previsto este terremoto.
20 de maio de 2011
A Linha do Oriente na Umbanda
Texto de Edmundo Pellizari
A Linha do Oriente é parte da herança da Umbanda brasileira. Ela é com¬posta por inúmeras entidades, classificadas em sete falanges e maiorita¬riamente de origem oriental. Apesar disso, muitos espíritos desta Linha podem apresentar-se como caboclos ou pretos velhos.
O Caboclo Timbirí (caboclo japo¬nęs) e Pai Jacó (Jacob do Oriente, um preto velho bastante versado na Ca¬bala Hebraica), săo os casos mais conhecidos. Hoje em dia, ganha força o culto do Caboclo Pena de Pavăo, entidade que trabalha com as forças espirituais divinas de origem indiana.
Mas nem todos os espíritos săo orientais no sentido comum da palavra. Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio năo se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (índio, portuguęs e africano).
A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradiçőes budistas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a freqüentar a Umbanda e trouxeram seus ancestrais e costumes mágicos.
Antes destas datas, também era comum nesta Linha a presença dos queridos espíritos ciganos, que possuem origem oriental. Mas tamanha foi a sim¬patia do povo umbandista por estas entidades, que os espíritos criaram uma “Linha” independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos. Hoje a influęncia do Povo Cigano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.
Existem muitas maneiras de classificar esta Linha e este pequeno artigo, năo pretende colocar uma ordem na maneira dos umbandistas estudarem esta vertente de trabalho espiritual. Deixo a palavra final para os mais velhos e sábios, desta belíssima e diversificada religiăo. Coloco aqui algumas instruçőes que colhi com adeptos e médiuns afinados com a Linha do Oriente.
Namaste e Salve o Oriente!
CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:
• Lugares preferidos para oferendas: As entidades gostam de colinas descampadas, praias desertas, jardins reservados (mas também recebem oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).
• Cores das velas: Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca.
• Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto.
• Tabaco: Fumo para cachimbo ou charuto.Também utilizam cigarro de cravo.
• Ervas e Flores: Alfazema, todas as flores que sejam brancas, palmas amarelas, monsenhor branco, monsenhor amarelo.
• Essęncias: Alfazema, olíbano, benjoim, mirra, sândalo e tâmara.
• Pedras: Citrino, quartzo rutilado, topázio imperial (citrino tornado amarelo por aquecimento) e topázio.
• Dia da semana recomendado para o culto e oferendas semanais: Quinta-feira.
• Lua recomendada (para oferenda mensal): Segundo dia do quarto minguante ou primeiro dia da Lua Cheia.
• Guias ou colares: Colar com cento e oito contas (108), sendo 54 brancas e 54 amarelas. Enfiar seqüencial¬mente uma branca e uma amarela. Fechar com firma branca. As enti¬dades indianas também utilizam o rosário de sândalo ou tulasi de 108 contas (japa mala). Algumas criam suas próprias guias, segundo o mistério que trabalham.
CLASSIFICAÇĂO DA LINHA DO ORIENTE
Suas Falanges, Espíritos e Chefes:
01 - Falange dos Indianos:
Espíritos de antigos sacerdotes, mestres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos integran¬tes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartu.
02 - Falange dos Árabes e Turcos:
Espíritos de mouros, guerreiros nômades do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc... A maioria é muçulmana. Uma Legiăo está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da Umbanda a misteriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruę.
03 - Falange dos Chineses, Mongóis e outros Povos do Oriente:
Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curiosamente, uma Legiăo está integrada por espíritos de origem esquimó, que trabalham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia negra. Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.
04 - Falange dos Egípcios:
Espíritos de antigos sacerdotes, sacerdotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí.
O5 - Falange dos Maias, Toltecas,
Astecas e Incas:
Espíritos de xamăs, chefes e guerreiros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.
06 - Falange dos Europeus:
Năo săo propriamente do Oriente, mas integram esta Linha que é bastante sincrética. Espíritos de sábios, magos, mestres e velhos guerreiros de origem européia: romanos, gauleses, ingleses, escandinavos, etc. Sob a chefia do Imperador Marcus I.
07 - Falange dos Médicos e Sábios:
Os espíritos desta Falange săo especializados na arte da cura, que é integrada por médicos e terapeutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimatéia.
ALGUNS PONTOS CANTADOS
E SUA MAGIA
Aqui reproduzo alguns Pontos Cantados, mas destaco a sua eficácia mântrica e năo somente invocatória. Ou seja, nesta Linha os Pontos podem ser usados como mantras com finalidades específicas, independente de servirem para chamar as entidades para o trabalho de caridade no Centro ou Terreiro. Neste caso, os Pontos devem ser acompanhados das respectivas oferendas (veja abaixo).
PONTO DO POVO HINDU
• para afastar energias negativas diversas.
Oferenda: velas amarelas – 3, 5 ou 7, flores amarelas ou brancas e incenso de flores (rosa, verbena, etc...), colocados dentro de uma estrela de seis pontas, hexagrama, traçada no chăo com pemba amarela.
Ory já vem,
Já vem do oriente
A bençăo, meu pai,
Proteçăo para a nossa gente.
A bençăo, meu pai,
Proteçăo para a nossa gente.
PONTO DO POVO TURCO
• para afastar os inimigos pessoais ou da religiăo umbandista.
Oferenda: velas brancas – 3, 5 ou 7 e charutos fortes, dentro de uma estrela de cinco pontas, pentagrama, traçado no chăo com pemba branca. Jamais ofereça bebida alcoólica a este Povo.
Tá fumando tanarim,
Tá tocando maracá.
Meus camaradas, ajudai-me a cantar,
Ai minha gente, flor de orirí
Ai minha gente, flor de orirí.
Em cima da pedra
Meu pai vai passear, orirí.
PONTO DO POVO ESQUIMÓ
- para afastar os inimigos ocultos e destruir forças maléficas.
Oferenda: velas rosas – 3, 5 ou 7, pedacinhos de peixe defumado em um alguidar, tudo dentro de um círculo traçado no chăo com pemba rosa.
Salve o Polo Norte
Onde tudo tudo é gelado,
Salve Povo Esquimó
Que vem de Aruanda dar o recado.
Salve a Groenlândia,
Salve Povo Esquimó
Que conhece a lei de Umbanda.
PONTO DO POVO GAULĘS
• para as lutas e necessidades diárias.
Oferenda: velas brancas – 3, 5 ou 7, cerveja branca ou vinho tinto, tudo dentro de uma cruz traçada no chăo com pemba verde.
Gauleses, Oh gauleses,
Somos guerreiros gauleses.
Gauleses, Oh gauleses
Săo Miguel está chamando.
Gauleses, Oh gauleses,
Somos guerreiros de Umbanda,
Gauleses, Oh gauleses,
Vamos vencer demanda.
PONTO DO POVO ASTECA
• para buscar a sabedoria espiritual.
Oferenda : nove velas alaranjadas, milho, fumo picado, tudo dentro de um círculo traçado no chăo com pemba branca.
Asteca vem, Asteca vai
Nosso povo é valente,
Tomba, tomba e năo cai...
(cantar nove vezes)
PONTO DO POVO CHINĘS
• para proteçăo diante de situaçőes muito graves.
Oferendas: sete velas vermelhas (é a cor preferida deste Povo), arroz cozido sem sal, vinho branco, tudo dentro de um círculo traçado no chăo com pemba vermelha.
Os caminhos estăo fechados
Foi meu povo quem fechou,
Saravá Buda e Confúcio
Saravá meu Pai Xangô.
Saravá Povo Chinęs,
Que trabalha direitinho,
Saravá lei de Quimbanda,
Saravá, eu fecho caminho.
Curioso Ponto Cantado do Caboclo Timbirí – onde ele afirma sua origem japonesa.
ANTIGO PONTO DE TIMBIRÍ
Marinheiro, marinheiro,
olha as costas do mar...
É o japones, é o japones !
Olha as costas do mar.
Que vem do Oriente !
A Linha do Oriente é parte da herança da Umbanda brasileira. Ela é com¬posta por inúmeras entidades, classificadas em sete falanges e maiorita¬riamente de origem oriental. Apesar disso, muitos espíritos desta Linha podem apresentar-se como caboclos ou pretos velhos.
O Caboclo Timbirí (caboclo japo¬nęs) e Pai Jacó (Jacob do Oriente, um preto velho bastante versado na Ca¬bala Hebraica), săo os casos mais conhecidos. Hoje em dia, ganha força o culto do Caboclo Pena de Pavăo, entidade que trabalha com as forças espirituais divinas de origem indiana.
Mas nem todos os espíritos săo orientais no sentido comum da palavra. Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio năo se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (índio, portuguęs e africano).
A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradiçőes budistas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a freqüentar a Umbanda e trouxeram seus ancestrais e costumes mágicos.
Antes destas datas, também era comum nesta Linha a presença dos queridos espíritos ciganos, que possuem origem oriental. Mas tamanha foi a sim¬patia do povo umbandista por estas entidades, que os espíritos criaram uma “Linha” independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos. Hoje a influęncia do Povo Cigano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.
Existem muitas maneiras de classificar esta Linha e este pequeno artigo, năo pretende colocar uma ordem na maneira dos umbandistas estudarem esta vertente de trabalho espiritual. Deixo a palavra final para os mais velhos e sábios, desta belíssima e diversificada religiăo. Coloco aqui algumas instruçőes que colhi com adeptos e médiuns afinados com a Linha do Oriente.
Namaste e Salve o Oriente!
CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:
• Lugares preferidos para oferendas: As entidades gostam de colinas descampadas, praias desertas, jardins reservados (mas também recebem oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).
• Cores das velas: Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca.
• Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto.
• Tabaco: Fumo para cachimbo ou charuto.Também utilizam cigarro de cravo.
• Ervas e Flores: Alfazema, todas as flores que sejam brancas, palmas amarelas, monsenhor branco, monsenhor amarelo.
• Essęncias: Alfazema, olíbano, benjoim, mirra, sândalo e tâmara.
• Pedras: Citrino, quartzo rutilado, topázio imperial (citrino tornado amarelo por aquecimento) e topázio.
• Dia da semana recomendado para o culto e oferendas semanais: Quinta-feira.
• Lua recomendada (para oferenda mensal): Segundo dia do quarto minguante ou primeiro dia da Lua Cheia.
• Guias ou colares: Colar com cento e oito contas (108), sendo 54 brancas e 54 amarelas. Enfiar seqüencial¬mente uma branca e uma amarela. Fechar com firma branca. As enti¬dades indianas também utilizam o rosário de sândalo ou tulasi de 108 contas (japa mala). Algumas criam suas próprias guias, segundo o mistério que trabalham.
CLASSIFICAÇĂO DA LINHA DO ORIENTE
Suas Falanges, Espíritos e Chefes:
01 - Falange dos Indianos:
Espíritos de antigos sacerdotes, mestres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos integran¬tes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartu.
02 - Falange dos Árabes e Turcos:
Espíritos de mouros, guerreiros nômades do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc... A maioria é muçulmana. Uma Legiăo está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da Umbanda a misteriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruę.
03 - Falange dos Chineses, Mongóis e outros Povos do Oriente:
Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curiosamente, uma Legiăo está integrada por espíritos de origem esquimó, que trabalham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia negra. Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.
04 - Falange dos Egípcios:
Espíritos de antigos sacerdotes, sacerdotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí.
O5 - Falange dos Maias, Toltecas,
Astecas e Incas:
Espíritos de xamăs, chefes e guerreiros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.
06 - Falange dos Europeus:
Năo săo propriamente do Oriente, mas integram esta Linha que é bastante sincrética. Espíritos de sábios, magos, mestres e velhos guerreiros de origem européia: romanos, gauleses, ingleses, escandinavos, etc. Sob a chefia do Imperador Marcus I.
07 - Falange dos Médicos e Sábios:
Os espíritos desta Falange săo especializados na arte da cura, que é integrada por médicos e terapeutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimatéia.
ALGUNS PONTOS CANTADOS
E SUA MAGIA
Aqui reproduzo alguns Pontos Cantados, mas destaco a sua eficácia mântrica e năo somente invocatória. Ou seja, nesta Linha os Pontos podem ser usados como mantras com finalidades específicas, independente de servirem para chamar as entidades para o trabalho de caridade no Centro ou Terreiro. Neste caso, os Pontos devem ser acompanhados das respectivas oferendas (veja abaixo).
PONTO DO POVO HINDU
• para afastar energias negativas diversas.
Oferenda: velas amarelas – 3, 5 ou 7, flores amarelas ou brancas e incenso de flores (rosa, verbena, etc...), colocados dentro de uma estrela de seis pontas, hexagrama, traçada no chăo com pemba amarela.
Ory já vem,
Já vem do oriente
A bençăo, meu pai,
Proteçăo para a nossa gente.
A bençăo, meu pai,
Proteçăo para a nossa gente.
PONTO DO POVO TURCO
• para afastar os inimigos pessoais ou da religiăo umbandista.
Oferenda: velas brancas – 3, 5 ou 7 e charutos fortes, dentro de uma estrela de cinco pontas, pentagrama, traçado no chăo com pemba branca. Jamais ofereça bebida alcoólica a este Povo.
Tá fumando tanarim,
Tá tocando maracá.
Meus camaradas, ajudai-me a cantar,
Ai minha gente, flor de orirí
Ai minha gente, flor de orirí.
Em cima da pedra
Meu pai vai passear, orirí.
PONTO DO POVO ESQUIMÓ
- para afastar os inimigos ocultos e destruir forças maléficas.
Oferenda: velas rosas – 3, 5 ou 7, pedacinhos de peixe defumado em um alguidar, tudo dentro de um círculo traçado no chăo com pemba rosa.
Salve o Polo Norte
Onde tudo tudo é gelado,
Salve Povo Esquimó
Que vem de Aruanda dar o recado.
Salve a Groenlândia,
Salve Povo Esquimó
Que conhece a lei de Umbanda.
PONTO DO POVO GAULĘS
• para as lutas e necessidades diárias.
Oferenda: velas brancas – 3, 5 ou 7, cerveja branca ou vinho tinto, tudo dentro de uma cruz traçada no chăo com pemba verde.
Gauleses, Oh gauleses,
Somos guerreiros gauleses.
Gauleses, Oh gauleses
Săo Miguel está chamando.
Gauleses, Oh gauleses,
Somos guerreiros de Umbanda,
Gauleses, Oh gauleses,
Vamos vencer demanda.
PONTO DO POVO ASTECA
• para buscar a sabedoria espiritual.
Oferenda : nove velas alaranjadas, milho, fumo picado, tudo dentro de um círculo traçado no chăo com pemba branca.
Asteca vem, Asteca vai
Nosso povo é valente,
Tomba, tomba e năo cai...
(cantar nove vezes)
PONTO DO POVO CHINĘS
• para proteçăo diante de situaçőes muito graves.
Oferendas: sete velas vermelhas (é a cor preferida deste Povo), arroz cozido sem sal, vinho branco, tudo dentro de um círculo traçado no chăo com pemba vermelha.
Os caminhos estăo fechados
Foi meu povo quem fechou,
Saravá Buda e Confúcio
Saravá meu Pai Xangô.
Saravá Povo Chinęs,
Que trabalha direitinho,
Saravá lei de Quimbanda,
Saravá, eu fecho caminho.
Curioso Ponto Cantado do Caboclo Timbirí – onde ele afirma sua origem japonesa.
ANTIGO PONTO DE TIMBIRÍ
Marinheiro, marinheiro,
olha as costas do mar...
É o japones, é o japones !
Olha as costas do mar.
Que vem do Oriente !
As Velas e os Orixás
As velas são ferramentas de ligação com nosso Pai Criador e suas Divindades.
Ao acender velas criamos elos de ligação com nossos Orixás, Guias, Mestres e Mentores.
As chamas das velas acompanham as religiões ao longo da história da humanidade. Elas fornecem amparo e aquecem nosso espírito, promovendo bem estar a quem as utiliza.
Seja de maneira magística ou religiosa a utilização das velas propaga energias e se firmadas com propósito desencadeiam ações fantásticas em nosso benefício e em benefício de nossos semelhantes.
Nunca devemos esquecer de verbalizar nossos desejos, pois o verbo é movimento e realização, e o fato de verbalizarmos nossos desejos estamos programando ações e ligações divinas.
As velas dedicadas aos Divinos Orixás unidas ao conhecimento dos fatores de Deus promovem ações realizadores na vida daqueles que tem fé e acredita no grande poder dos Sagrados Pais e Mães Orixás.
Abaixo descreverei as cores das velas bem como o campo de atuação de cada um de nossos Sagrados Papais e Mamães.
Pai Oxalá
Velas: Branca, e em casos específicos prata.
Campo de Atuação: Pai Oxalá é a própria plenitude de Deus, os pensamentos de Deus refletem em Oxalá. Podemos dedicar velas em diversos casos pois Oxalá é o Pai Universal da Umbanda. Porém Oxalá é o trono Masculino da Fé, e em casos de falta de confiança, necessidade de congregar valores ou até apatia ante as coisas religiosas, podemos recorrer e este Divino Pai.
Mãe Oyá-Tempo
Velas: Acende-se duas velas 1 branca e 1 azul-escura
Campo de Atuação: Mãe Oyá é o Trono Feminino Fé. Senhora do Tempo, é bom lembrar que não estamos nos referindo a fenômenos climaticos e sim o Tempo de Eras. Acendemos vela á Mãe Oyá para combater desajuste na fé, como o fanatismo ou até mesmo a fé apática, essa Mãe Orixá também é invocado em casos de obsessãoou atuação de espíritos negativos.
Mãe Oxum
Velas: Rosa, Amarela e Azul-clara
Campo de atuação: Mamãe Oxum, como é carinhosamente chamada na Umbanda é o Trono Feminino do Amor, quando nos referimos a Amor, não destacamos somente o Amor entre homem e mulher, mas sim o amor de Deus, amor no seu sentido amplo e universal. Podemos rogar a Mãe Oxum união para nossa família, dissipação do ódio e do ciúme, agregação de fatores positivos, prosperidade material e espiritual. Mãe Oxum também é a Senhora da Concepção, portanto em casos de infertilidade podemos pedir seu auxílio, ou até mesmo na hora de conceber projetos, idéias e ações esta amada e Divina Mãe Orixá nos ampara sempre.
Pai Oxumaré
Velas: Azul-Celeste
Campo de Atuação: Pai Oxumaré é o Trono Masculino do Amor, seus dois principais fatores são: Diluidor e Renovador.
Este amado Pai Orixá atua em nossas vidas diluindo os excessos e desequilíbrios e renovando nossas vidas, os meios de vida eaté mesmo os sentidos, para que possamos retomar nossa caminhada evolutiva. Diluição e Renovação são duas das palavras chaves para pedidos de auxílio deste Amado Orixá.
Pai Oxumaré teve por aqueles que nada sabem seus atributos e atribuições deturpados, porém gostaria de esclarecer que Pai Oxumaré é um Orixá Masculino e não seis meses macho-seis meses fêmea como muitos dizem por aí.
Pai Oxóssi
Velas: Verde-Escuro
Campo de atuação: Pai Oxóssi é o provedor de toda a aldeia, caçador ágil e tenaz.
Evocamos este Sagrado Orixá, para que haja fartura em nossa mesa, que não nos falte o alimento para o corpo e a alma. Pai Oxóssi é o Trono Masculino do Conhecimento, portanto atua na expansão de nosso conhecimento e como caçador representa a busca incessante pelo conhecimento.
Mãe Obá
Velas: Magenta ou Vermelha
Campo de atuação: Mãe Obá é o Trono Feminino do Conhecimento, Senhora da Verdade, evocamos esta amada Mãe quando queremos que a Verdade se faça presente em nossa vidas. Se Oxóssi é a expansão do Conhecimento, Mãe Obá é a fixação deste conhecimento,portanto podemos evocar esta Divina Orixá quando tivermos problemas nos estudos,acender uma vela antes de uma prova para que consigamos fixar conhecimento.
Pai Xangô
Velas: Marrom, Vermelha
Campo de atuação: Pai Xangô é Trono Masculino da Justiça. Senhor do equilíbrio e da Razão, Pai Xangô pode nos auxiliar em casos de ações judiciais, e em pedidos para que possamos recuperar nosso equilíbrio e razão. Devemos clamar pela misericórdia de Xangô e evitarmos clamar sua justiça, pois afinal somos todos devedores.
Mãe Egunitá
Velas: Laranja
Campo de Atuação: Trono Feminino da Justiça, Mãe Egunitá é o próprio fogo consumidor. Mãe Egunitá é a ação implacável da Justiça e da Lei. Devemos evocá-la em casos de desequilíbrios, obsessões, e etc...
Mãe Egunitá é o fogo que consome,mas que também aquece nas horas de dificuldades, evocamos os seu fogoabrasador para nos defender das injustiças e daqueles que desejam por venturanos prejudicar.
Pai Ogum
Velas: Azul-Escuro, Vermelha, Branca
Campo de Atuação: Trono Masculino da Lei, Ogum é o Defensor e Guardião de toda a Criação Divina. Ela é a própria ordem Divina de tudo e de todos.
Senhor de todos os caminhos, podemos pedir a abertura de nossos caminhos, além de amparo, proteção e defesa contra todo e qualquer mal.
Mãe Iansã
Velas: Amarelas
Campo de atuação: Trono Feminino da Lei, Mãe Iansã é a Senhora dos Axés, pois não há a propagação dos axés sem o direcionamento e movimento de Iansã.
Mãe Guerreira e Defensora da Lei, podemos clamar sua proteção. Iansã é a direção, é a Luz no fim do túnel, é também esta Mãe Orixá que direciona os espíritos récem desencarnados aos seus lugares de merecimento.
Portanto, quando estivermos sem rumo ou direção podemos clamar o auxílio desta amada e Divina Mãe Direcionadora.
Pai Obaluaiyê
Velas: Preta e Branca, Violetas, Brancas
Campo de Atuação: Trono Masculino da Evolução, Senhor da Sabedoria. Pedimos o auxílio de Pai Obaluayê para nos dotar de sabedoria, para aquietar nosso íntimo e emoções turbulentas, pois Obaluaiyê é também o Senhor da Quietude, afinal o silêncio é a oração dos sábios.
Orixá da Cura de todas as doenças que possam afetar o corpo e a alma, pode recorrer ao seu poder curador em casos de doenças físicas, emocionais e espirituais.
Pai Obaluayiê tem como um de seus muitos fatores a Transformação, portanto podemos rogar a este Pai Amoroso a transformação de nosso negativismo, ou de qualquer coisa que possa ser transformada em nossa vida, para que possamos evoluir de fato.
Mãe Nanã
Velas: Lilases e Brancas
Campo de atuação: Trono Feminino da Evolução Mãe Nanã é a Senhora do Saber, da Maturidade. Essa Mãe Orixá atua decantando de nossas vidas todos os males.
O significado da palavra decantar é: Separar, por gravidade, impurezas sólidas que se contenham em um líquido. Portanto Mãe Nana atua purificando nossa alma e sentimentos a fim de livrar-nos dos males que possam afligir nossa mente e espírito.
Mãe Iemanjá
Velas: Azuis-Claras
Campo de Atuação: Trono Feminino da Geração, Mãe Iemanjá é a Matriz Geradora de todas as coisas geradas por Deus.
Senhora da Criatividade e Mãe das oportunidades, podemos clamar seu auxílio para que gere o necessário em nossas vidas para continuarmos nossa caminhada ao nosso Pai Criador.
Pai Omolu
Velas: Roxas
Campo de atuação: Trono Masculino da Geração. Pai Omulu é o punidor de todos aqueles que cometeram atentados contra a vida. Um de seus fatores éo paralisador de excessos.
19 de maio de 2011
Principais Acontecimentos na Umbanda
15 de Novembro de 1908 - Zélio de Moraes, então com dezessete anos, mediunizado com uma entidade que deu o nome de CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, funda em Neves, subúrbio de Niterói, o primeiro terreiro de Umbanda. Usa pela primeira vez o vocábulo UMBANDA, e define o movimento religioso como: “Uma manifestação de espírito para a caridade”.
Novembro de 1918 – O Caboclo das Sete Encruzilhadas dá início à fundação de Sete Tendas de Umbanda. Todas as tendas foram fundadas no Rio de Janeiro.
Ano de 1929 - A Umbanda espalha-se pelos Estados de São Paulo, Pará e Minas Gerais. Em 1926 chega ao Rio Grande do Sul e em 1932 em Porto Alegre.
O advento do Caboclo Mirim – Em 1924, manifestou-se no Rio de janeiro, em um jovem médium, Benjamim Figueiredo, uma entidade, Caboclo Mirim, que vinha com a finalidade de criar um novo núcleo de crescimento para a Umbanda. Assim, toda a família do médium foi chamada a participar. Eram ao todo 12 pessoas que deram início o que foi chamada a Seara de Mirim. Após 18 anos, em 1942, foi fundada a Tenda Mirim, à Rua Sotero dos Reis, 101, Praça da Bandeira; mudou-se posteriormente, para a Rua São Pedro e depois para Rua Ceará, hoje Avenida Marechal Rondon, 597. Também desta Tenda saíram vários médiuns que se responsabilizaram pela criação de Tendas de Umbanda ao longo do território nacional. A primeira casa descendente foi criada em 30/06/1951, como filial, em Queimados, Nova Iguaçu, à Rua Alegre, s/n. Depois desta, novas casas foram abertas em Austin, Realengo, Colégio, Jacarepaguá, Itaboraí e Petrópolis. A primeira casa, descendente do Caboclo Mirim, aberta fora do Rio de Janeiro foi a de Assai, no Paraná. Até 1970, já tinham sido abertas 32 casas.
Ano de 1939 – Os Templos fundados pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas reuniram-se criando a Federação Espírita de Umbanda do Brasil, posteriormente denominada União Espiritualista de Umbanda do Brasil, incorporando dezenas de outros terreiros fundados por inspiração de “entidades” de Umbanda que trabalhavam ativamente no astral sob a orientação do fundador da Umbanda.
Outubro de 1941 – Reúne-se o Primeiro Congresso de Espiritismo de Umbanda. Outros Congressos posteriormente retiraram acertadamente o nome espiritismo, que, de fato, pertence aos espíritas brasileiros, os quais o espírita pratica o espiritismo; na umbanda pratica-se o Umbandismo.
Neste Congresso foi apresentada tese pela Tenda São Jerônimo, propondo a descriminalização da prática dos rituais de Umbanda. O autor, Dr. Jaime Madruga, a par de um minucioso estudo de todas as constituições já colocadas em vigência no Brasil, busca também em projetos como o da Constituição Farroupilha e nos códigos penais até então vigentes e no que haveria de vigorar após 01 de janeiro de 1942, os argumentos mostrando que o caminho da Umbanda começava a ser aberto e que caberia aos Umbandistas buscar acelerar o processo com declarações e resoluções partindo daquele congresso, em prol da descriminalização da prática de Umbanda. Em 1944, vários umbandistas ilustres, entre eles vários militares, políticos, intelectuais e jornalistas, apresentam ao Presidente Getúlio Vargas um documento intitulado “O Culto da Umbanda em face da Lei” e consegue daquela autoridade a descriminalização da Umbanda. Este fato, que foi extremamente positivo, trouxe como subproduto uma perda de identidade muito grande por parte de nossa religião, uma vez que todos os terreiros, das mais variadas seitas, incluíram em seus nomes a palavra Umbanda como forma de fugir à repressão policial. Como nossa religião, nessa época, não tinha um rito claramente definido e nem a formação de sacerdotes, o que gera uma hierarquia, a Umbanda ficou a mercê dessa deturpação; outro fato que fortaleceu essa descaracterização foi que, sendo um período de crescimento, não se buscava a qualidade dos Terreiros que se filiavam a Federação, ou à União que lhe sucedeu, e finalmente, ao CONDU.
Setembro de 1971 - Foi criado, na cidade do Rio de Janeiro, o Conselho Nacional Deliberativo de Umbanda – CONDU, que congrega as Federações de Umbanda existentes ao longo do país, atualmente, contando com mais de 46 Federações, de norte a sul do País, reunindo representantes de mais de 40.000 Terreiros de Umbanda.
1972 – Em mensagem psicografada por Omolubá, enviada pelo poeta Ângelo de Lys, confirma-se a origem da Umbanda no Brasil, através do médium Zélio de Moraes.
1977 – O CONDU reconhece, publicamente, como verdadeira a origem da Umbanda no Brasil.
Novembro de 1978 – Surge o livro “Fundamentos de Umbanda, Revelação Religiosa”, de Israel Cisneiros e Omolubá, que vem colocar nos seus devidos lugares a questão da origem da Umbanda – portador de mensagens do Astral, trazendo por fim, após 70 anos de existência da Umbanda, as bases teológicas e norteadoras da Doutrina Umbandista, com fundamentos integrais da nova religião e sua verdadeira origem. O livro expõe a estrutura do movimento religioso, no sentido de elevar a Umbanda à justa posição de RELIGIÃO eminentemente brasileira.
Neste momento, que podemos definir como sendo o início desse novo período; assume-se a Umbanda como religião brasileira e através desse livro começa o primeiro movimento consistente para dar a ela uma base teológica. Após este primeiro livro, seguiram-se outros, de Omolubá, em especial os “Cadernos de Umbanda”, que incontestavelmente dão continuidade ao movimento de consolidação do ritual de Umbanda e, mais ainda, a criação de uma hierarquia, baseada na formação sacerdotal, fundamental para a manutenção das bases ritualísticas e conceituais apresentadas na primeira obra: Fundamentos de Umbanda.
Decorridos setenta anos de existência da Umbanda no Brasil, compreendidos entre
1908 / 1978, passou este curto espaço de tempo, porém significativo, a ser conhecido entre os estudiosos da causa como Período de Propagação da única e genuína força de credo, nascido neste século, em terras brasileiras.
Certamente que Zélio de Moraes, famoso médium já desencarnado, não iria supor que passadas menos de seis décadas, aquela crença, nascida no modesto bairro das Neves, fosse classificada, entre as religiões existentes, como a segunda do país, comportando mais de 20 milhões de seguidores, num crescente espantoso de fiéis, apesar das perseguições policiais a que foi submetida, das intrigas da religião majoritária, além do completo descaso de todos os governos até a data atual, mesmo tratando-se de uma preferência natural, espontânea, de mais de um sexto da população. Hoje, o movimento mágico e religioso da Umbanda estende-se por todo o Brasil, professando a humildade, sem proselitismo, sem explorações na magra bolsa do povo, sem dízimos compulsórios, mistérios mistificantes e regular envio de “royalties da fé” para o exterior.
Embora a Umbanda se apresente, muitas vezes, um tanto desfigurada, com nuanças religiosas, reconhecemos que isso decorre desse período – propagação, no afã de conquistar almas, ainda que respeitando ambientes regionais. E nunca deixou, através das verdadeiras guias, de oferecer amparo prático, ajuda, orientação e, sobretudo, de inspirar o desejo de reascendimento dos corações que dela se socorrem, apontando sempre a eterna chama da esperança de dias melhores, calçados naturalmente na ação correta de cada instante, na candura, no companheirismo e na fraternidade.
Os mentores da Umbanda, sediados na Aruanda (cidade localizada no plano astral), já determinaram sabiamente o procedimento normativo, religioso para os setenta anos vindouros,
1979 / 2049, como sendo o período de Afirmação Doutrinária. Obviamente, a doutrina de Umbanda ficará como ponto essencial para a estabilidade e perpetuação desse movimento, na forma digna, ensejada pelo estudo constante, a par do esforço sincero de cada devoto, no sentido de conduzir a Umbanda, no plano físico, a um merecido status de religião organizada, a serviço da comunidade religiosa nacional.
No imenso campo místico de nossa Terra, onde proliferam, abundantemente, conceituações religiosas diversas, algumas das mais exóticas, cheias de superstições, interpretações confusas e duvidosas, mercantilismo, fanatismo, mistificações, “curas divinas” e desonesto profissionalismo pastoral, a Umbanda, erguerá seu edifício religioso, tendo como obreiros da primeira a undécima hora, devotos excepcionais, médiuns sinceros, babalorixás e ialorixás honestos que, há muito, já assumiram posição na hierarquia de responsabilidade e trabalho, cônscios de que a quantidade será relegada a segundo plano, em proveito da qualidade, e convictos de que, em matéria doutrinária, não pode nem deve haver transigências oportunistas, confirmando-se, desse modo, que “Umbanda é coisa séria para gente séria”.
Umbanda, sendo a única religião criada no Brasil, não pode ser dividida. Quem tiver esta pretensão cairá no ridículo. A nossa religião deve ser tratada com todo carinho, amor, serenidade e estudo, sobretudo com a renovação de caráter dos que a professam para que a mesma possa espelhar a grandeza de sua doutrina. A Umbanda se sente desmerecida com o tratamento que lhe dispensam boa parte de terreiros onde se vê:
Mais animismo do que mediunísmo;
Mais interesses cúpidos do que magias;
Mais deslealdades do que autenticidades;
Mais personalismo do que espiritismo.
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